Eu vi
Publicado por Marta em 15 Jan 2008 | sob: Cotidiano
FILMES VISTOS EM 2008
Vicky Cristina Barcelona - Woddy Allen volta a falar de relacionamentos com a verve de antigamente. O narrador me incomodou um pouco, mas os diálogos, os atores e as cenas com Penelope Cruz compensam e garantem a diversão de alto nível.
Linha de passe - Como os atores são desconhecidos, e excelentes, você esquece que está vendo um filme e sente na pele o que é viver sem qualquer perspectiva na periferia de São Paulo. A “maldade” dos diretores vai até o final: saí arrasada. Filmaço.
O mistério do samba - Despretensioso como seus personagens, esse documentário revela uma Marisa Monte nada estrela, quase jornalista. Dois ou três depoimentos, geniais, valem o filme.
Os desafinados - Delicioso de ver, especialmente as cenas de cumplicidade entre os amigos que se aventuram em NY. Como não tem favela nem violência, não tem desculpa para você não prestigiar o cinema nacional.
Nome próprio - Adorei, mas não é para todos os paladares. A personagem principal é uma espécie de Bukowski de saias e exige que todos, inclusive o expectador, compartilhe da sua intensidade.
Ao entardecer - Tem aquele clima delicioso de “O grande Gatsby”, mas fala de escolhas, destino, artimanhas femininas. Tudo isso com uma fotografia linda, e ótimos atores.
Antes que o diabo saiba que você está morto - A história é bem parecida com “O sonho de Cassandra”, o último de Woddy Allen, e igualmente bem contada.
Era uma vez - Como tudo é explicadinho e óbvio, fica impossível acreditar na história. E assim, de longe, não consegui me emocionar. Mas a platéia adolescente pareceu gostar.
Quando estou amando - Esperava um pouco mais desse filme, feito para Gerard Dépardieu brilhar.
O escafandro e a borboleta - Surpreendentemente bom, e palatável, para as inovações e o tema que traz. Comove horrores, sem ser piegas. Não perca.
Um beijo roubado - Lindo e lento, como o tempo. Tome uma taça de vinho antes de ver um filme desse badalado diretor chinês.
Efeito dominó - Bom filme de ação sem o besterol comum no gênero. Ainda por cima é sobre uma história fantástica e real (envolvendo a família real).
O sonho de Cassandra - Um Woody Allen sério, do tipo “Match point”, que questiona os limites da ambição e da consciência, sem apelos moralistas. Você dormiria bem se cometesse um crime? O pai de Isabella dorme bem?
Irina Palm - Inesperadamente bom. Uma mulher reprimida e comum é levada a romper com seus valores, por uma boa causa (salvar o neto), e se surpreende com a facilidade com que o faz e as coisas que descobre. Divertido e verdadeiro.
Chega de saudade - Muito bacana, parece um “O baile” (Ettore Scola) brasileiro. Mas traça um retrato um tanto melancólico da velhice e da dança de salão (que agora é moda entre os jovens!)
Estômago - Sensacional, brasileiro, gastronômico. Um tipo hilário se lambuza depois de descobrir o poder de seduzir os outros por meio da comida. Merece ser um dos filmes nacionais do ano.
Na natureza selvagem - Para viajar nas paisagens e (re)pensar a vida. Valem os 140 minutos de reflexão sobre uma história que, afinal, foi real.
2 dias em Paris - Delicioso, engraçado, inteligente, parece Woody Allen, mas com um humor francês (?).
Senhores do crime - Bem na linha de filme-sobre-máfia, violento, com interpretações perfeitas e contidas.
Angel - Ou o filme é muito pretensioso, ou não entendi o tom de farsa adotado pelo diretor (o mesmo do ótimo “Amor em cinco tempos”). De qualquer forma, é chaaaaato…
Sangue negro - Uma saga que funciona de forma impressionante por causa de Daniel Day Lewis. O que é aquele homem??? Quem pretende ser ator deveria pensar duas vezes, depois de ver esse filme. Só não gostei muito da parte final.
Elizabeth - Majestoso, quase impecável. O quase fica por conta do desempenho do ator Clive Owen, que tem a mesma cara desde “Closer”.
4 meses, 3 semanas e 2 dias - É o avesso de “Juno”. Nos transporta para uma situação limite, na Romênia dos anos 80. O mote do filme - a ilegalidade do aborto - continua atualíssimo no Brasil.
Onde os fracos não têm vez - Suspense e tensão para quem tem estômago forte. Imperdível para quem acha geniais os personagens e diálogos criados pelos irmãos Coen.
Juno - Bem sacado, simples, inteligente. É muito bom, mas confesso que tive dificuldade de acreditar que uma gravidez possa ser encarada daquela forma por uma família razoavelmente normal.
O caçador de pipas - Igualzinho ao livro. As fabulosas paisagens de Cabul (que certamente não são de Cabul) foram muito além da minha imaginação e valeram o filme.
O gângster - Apesar de um pouco confuso no começo, e de o encontro entre os dois protagonistas (Denzel Washington e Russel Crowe) não ser lá grandes coisas, o filme mantém um bom ritmo e garante momentos de tensão.
Encantada - O melhor infantil da temporada. Para quem tem que encarar muitos desses em tempos de férias, como eu, uma ótima opção.
Piaf - A história de uma vida emocionante, bem contada, magistralmente encenada.
A vida dos outros - Genial e despretensioso, ao mesmo tempo. Somos envolvidos pela história de uma forma diferente, como os voyeurs de antigamente.
P.S. Eu te amo - O filme tem bons momentos, mas não funciona. Desconfio que a culpa seja do mocinho, que morre logo no início da trama.
Meu nome não é Johnny - Vale toda a mídia espontânea que está ganhando. Não precisa nem dizer que Selton Mello está fantástico.
Sombras de Goya - A reconstituição de época impecável, a tensão nos diálogos e o magnetismo de Javier Barden foram uma luz, para mim, sobre o que foi a Inquisição. Pesadíssimo e necessário, para ninguém esquecer que autoritarismo e tortura são a fronteira entre o humano e o abominável.
Conduta de risco - Surpreendente, nos faz pensar em como a realidade deve ser forjada por aí. Além de George Clooney, perfeito, tem uma coadjuvante ótima, que procurei nos créditos para saber o nome: Tilda Swinton.
A culpa é do Fidel - O tempo das ideologias, dos mocinhos e bandidos, ganha um ângulo completamente novo, nos olhos de uma menininha tentando entender seus pais e firmar sua identidade. A-do-rei.
Mulheres, sexo, verdades e mentiras - O intuito é falar sobre sexo. Uma mistura de Sue Johansen e Domingos de Oliveira. Eu gostei, mas meu professor de ginástica, que dá um depoimento no final, comentou que muitas alunas acharam grosseiro. Não vá, se não é chegado ao tema de forma nua e crua.
Amor nos tempos do cólera - Lindíssimo, mas prefiro o livro, com o impacto que teve na minha adolescência.
Meu melhor amigo - Esse francês vale a pena, pelas situações inusitadas e engraçadas, geradas quando um homem insensível resolve arrumar um amigo verdadeiro, apenas para ganhar uma aposta.
Desejo e reparação - É um filme impressionante, daqueles que repassamos mentalmente, tempos depois. Imperdível.
Leões e cordeiros - Para jornalistas, é bem interessante, pois aborda a polêmica decisão de não publicar uma matéria. Também vale por Meryl Streep como repórter veterana e cansada de guerra, algo cada vez mais raro por aqui.
Conversas com meu jardineiro - Difícil manter o interesse em uma trama em que tudo é tão óbvio e previsível…
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