Femininas
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Dicas, atualidades e assuntos para o café
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Publicado por Marta em 09 Jun 2008 | sob: Femininas, Diversão e arte
Não imaginava que a série Sex and the City fosse tão levada a sério. Claro que já me diverti com alguns episódios, que provavelmente vi pela primeira vez na enésima reprise, mas não percebia ali a pretensão de resumir Nova York, muito menos a mulher contemporânea.
Já que fãs ou marketeiros convenceram a imprensa do fenômeno, vamos lá: NY não é a “cidade do amor e das grifes”!!! Não sou exatamente a maior conhecedora do lugar (para chegar perto disso, existe o blog Só em Nova York, de Tania Menai), mas se tivesse que listar características marcantes de lá começaria com diversidade, modernidade, cultura… Incluiria, sim, o luxo e o consumo, mas colocaria o amor lá no finzinho.
Quanto à mulher moderna, céus!!! Quem suportaria conviver com aquelas peruas mais do que a meia hora diária da televisão? Está bem, o filme passa de duas horas e deve ser pura diversão. Mas presta-se a teses sociológicas tanto quanto um Indiana Jones ou qualquer outro blockbuster americano. Além do mais, esse oba-oba tem ar de assunto requentado, porque as personagens deixaram de ser novidade há alguns bons anos.
Publicado por Marta em 20 Mai 2008 | sob: Femininas
Meninas, não me odeiem. Mas sabem aqueles três quilos a mais, relatados alguns posts abaixo (O que os homens acham das batinhas)? Livrei-me deles. Nâo, não é fácil emagrecer. Na verdade, fica cada vez mais difícil. Porém, não desistam! Não precisamos parecer matronas com o tempo. É ótimo se sentir mais magra e ágil, e isso não tem nada a ver com a ditadura do culto ao corpo.
Como tenho aqui a pretensão - expressa na linha fina deste blog - de dar dicas, aí vão elas, para ajudar na sua dieta:
- Não fique morrendo de fome, nunca. É o primeiro passo para chutar o balde, pôr a perder uma semana de sacrifícios. Faça lanchinhos pequenos, comece a refeição com uma sopa ou salada, mas não encare comida calórica, farta e deliciosa morrendo de fome.
- Procure algum tipo de ajuda para começar. Vale nutricionista, médico que não apela para remédio, vigilantes do peso, spa (adoro spas). É cruel cobrar-se “força de vontade” sem algum tipo de apoio, ainda mais com uma rotina de trabalho, estresse e comilança por todo lado.
- Entrar para a academia, sem fazer dieta, não emagrece. Fazer atividades aeróbicas (caminhada, bicicleta) ajuda, mas junto com mudanças na alimentação.
- Escolha e valorize seus momentos de prazer durante a dieta. Porções pequenas (previamente separadas) são o segredo para não extrapolar. É um bom treino para manter a forma depois que você chegar lá (no peso razoável para comprar uma calça jeans).
Publicado por Marta em 02 Mai 2008 | sob: Femininas, Cotidiano
Nós duas concordávamos sobre jamais, em tempo algum, comprar uma calça jeans um número maior. Seria como jogar a toalha, reconhecer os quilinhos a mais como definitivos. Se a vontade de comprar fosse muito grande, que entrássemos na primeira loja de sapatos, ou bijuterias, e resolvêssemos o problema sem colocar em risco o plano de emagrecer.
Mas aí ela resolveu ampliar o leque de compras permitidas a mulheres com três quilos a mais.
- Também dá para comprar umas blusinhas, agora que essas batas estão na moda.
- Aí já acho perigoso - discordei. Essas blusas soltinhas são a maior ilusão. As mulheres acreditam que estão disfarçando a barriga e acabam parecendo um bujãozinho.
Para a minha surpresa, o seu marido, até então completamente alheio, soltou uma sonora gargalhada. Chegou a dar pancadinhas na mesa do restaurante. E parou por ali. Não entrou na conversa nem teceu nenhum (outro) comentário.
Nem precisava. É claro que concordava. Observava as mulheres - incluindo a sua - aderindo sem critério ao “modelito bujão”, mas aprendeu que não há forma sutil de um homem abordar assunto desses. Na última vez em que sugeriu que ela não comesse sobremesa, já que estava de dieta, deve ter levado a maior bronca do mundo.
Por via das dúvidas, dessa vez permitiu-se apenas uma gargalhada. Daquelas, que valem por mil palavras…
Publicado por Marta em 03 Abr 2008 | sob: Femininas
Os cheiros nos transportam, nos trazem emoção em estado bruto, são poderosíssimos. Podem ter o efeito de uma droga. Aprendi agora que não precisamos esperar um acontecimento fortuito - um canteiro de jasmim pelo caminho, um tempero no ar, um perfume antigo no pescoço de um desconhecido – para nos enebriar com uma sensação captada do passado.
O truque é o seguinte: eleja uma fragrância para uma ocasião que certamente será especial. Só repita em situações semelhantes, que lhe tragam o mesmo tipo de emoção. Você pode ter o “seu cheiro” de quando viaja para as montanhas, por exemplo, ou um perfume para sentir especial quando vai dançar.
Descobri isso por acaso, quando fiz uma viagem de navio. Tinha me esquecido de levar hidratante e comprei um, de grife, a bordo. Foram sete dias me lambuzando de um creme hidratante maravilhoso, que ficou esquecido depois da viagem. Outro dia, reencontrei o creme e … adivinhem? Passei o dia sentindo o balancinho do mar. Mas resolvi guardá-lo, para usar apenas quando quiser me sentir como naquela viagem. Perfumes especiais não podem ser banalizados.
Maria Bethânia disse que música é como perfume. Sem dúvida. Uma música do passado pode nos deixar com as pernas bambas, não é mesmo? Mas acho que o perfume é mais particular, mais íntimo. Sempre se corre o risco de descobrir tardiamente que aquela canção, tão especial, na verdade foi um baladão que marcou toda uma geração…
Publicado por Marta em 04 Mar 2008 | sob: Femininas
Desde o final do ano passado ando me sentindo alta na multidão. Quase me volta um complexo da adolescência, quando fui a última da fila no colégio por alguns anos.
De lá para cá, aprendi a gostar do meu 1,70 metro. Tão logo a nova geração cresceu - e como cresceu -, deixei de me sentir uma giganta e pude perceber as vantagens de uma boa altura, na hora de ver um show ou respirar no vagão do metrô lotado. Passei até a usar uns saltinhos…
Mas aí vieram as rasteirinhas. Devem ser a melhor coisa que aconteceu nos últimos tempos para os homens baixinhos. Será que foi idéia dos estilistas baixos (não gays, se é que existem) substituir as sandalinhas sem salto por sapatilhas, no inverno?
Pois é. Parece que as baixinhas continuarão, na próxima estação, especialmente baixinhas. E eu, que pensava que eram um pouco complexadas… Mas elas juram que é tudo em nome do conforto, como no caso das bolsas enormes.
Afinal, que mulher liga para moda, para ficar bonita e coisas assim? Tudo intriga da oposição…
Publicado por Marta em 23 Jan 2008 | sob: Femininas, Comportamento
Sempre que esbarro com celebridades gostosonas por aí, o impacto é o mesmo: nossa, como ela é magra!
Nada contra. Como todas as mulheres, acho chiquérrimo ser magra. Mas que o impacto de ver as famosas ao vivo é cada vez menor, lá isso é. Como poucas são realmente altas, o que se observa são tipos mignons, quase frágeis, adornados por rostos conhecidos.
Claro que com a roupa e o ângulo certos, elas acabam parecendo gostosonas novamente, na TV ou na Caras. Sem o risco de alguém chamá-las de gordas, em notinhas maldosas.
Lembrei disso hoje quando vi Luiza Brunet reproduzindo, aos 45 anos, aquela célebre foto de top less e calça Dijon. Magérrima, mais famosa do que nunca (depois de desistir de deixar seu espaço para a filha pouco carismática), Luiza empina o derriè, usa calça mais clara (o velho truque), mas mesmo assim não consegue imitar a curva de antigamente.
Nada contra, repito. Mas o que os homens devem achar disso tudo?
Publicado por Marta em 19 Dez 2007 | sob: Femininas, Viagens
Tem gente que odeia resort. Acha sem charme, um tanto americanizado (apesar de o famoso Club Med ser francês), padronizado.
Pode ser isso tudo, mas para quem tem criança e quer um pouco de mordomia, nada melhor do que um hotelão com bons serviços, uma programação pronta e muito papo para o ar.
Hoje, no meu hotelão na Bahia, estive reparando numa vantagem extra. Como resort é sempre cheio de gringos, de todas as nacionalidades, e famílias brasileiras de todos os cantos, não há a ditadura do corpo na piscina.
Ao contrário do Rio, e mais especificamente de Ipanema, as mulheres têm corpos normais para as suas idades. E não parecem constrangidas com suas celulites e barriguinhas, enquanto tomam caipirinhas e cuidam dos filhos.
Nada como se sentir normal, com direito a diversão, sem culpa por não ter o corpo malhado por anos na academia. A carioca sofre com essa auto cobrança; basta levantar o assunto em uma rodinha feminina para constatar.
Mas quando saímos um pouco do microuniverso de Zona Sul, Rio de Janeiro, Brasil, percebemos que a mulherada em outras culturas parece ser mais feliz. Pelo menos nesse aspecto.
Publicado por Marta em 30 Nov 2007 | sob: Femininas
Sempre que as mulheres reclamam do quanto os homens são imprestáveis em casa, folgados e machistas em relação às tarefas domésticas, fico pensando que foi uma mulher quem os educou assim.
Não tenho filho homem para dizer como isso funciona na prática, mas imagino que as amigas que os têm estejam atentas ao assunto.
De qualquer forma, fica o espanto de como isso perdura: homens que jogam a roupa suja no chão, deixam a toalha molhada na cama, esperam que alguém lhes sirva a comida e ainda reclamam se alguma coisa está fora do lugar!
Vi um filme na semana passada em que os homens eram exatamente assim – e parecia um documentário. Em “A casa de Alice”, a pobre protagonista teve três filhos homens, que em algum momento deixaram de ser crianças fofas para se tornarem homens imprestáveis, com idades entre 17 e 21 anos.
Os garotos têm no pai o pior exemplo possível, é verdade. Mas nos detalhes da rotina doméstica – pano de fundo para o drama da mulher quarentona e sem perspectivas na vida – vamos descobrindo o real motivo para aquela situação.
A avó resignada e amorosa trata os quatro marmanjos como se fossem bebês, fazendo-lhes o prato e ignorando suas reclamações levianas. Cumpre quase confortável o seu papel de servir os homens e manter a frágil harmonia familiar.
Mulheres que educam filhos e netos para serem homens imprestáveis estão por toda a parte, independentemente de classe social. Fiquei estarrecida na primeira vez em que percebi não se tratar de um fenômeno comum apenas aos “filhinhos de papai” das classes mais abastadas.
Tive uma empregada que tratava seu filho mais velho como um rei. As filhas não tinham moleza, mas para atender aos caprichos do rapaz era capaz de fazer faxina extra, trabalhar noite e dia. Chegava a bater as pestanas quando falava dele, e sempre justificava seu mau desempenho escolar.
Em um jornal onde trabalhei também havia uma secretária assim, mulher forte e inteligente, que andava de trem e economizava cada tostão para pagar a prestação do carro do filho desempregado. Quando o automóvel espatifou-se em um poste, sequer ficou revoltada.
Certamente fazia o seu prato à mesa. Talvez tenha até sentido algum orgulho quando o seu “homenzinho” reclamou a primeira vez da comida, com voz grossa.
Que diabos acontece com as mulheres, que se emanciparam mas continuaram incapazes de formular um novo modelo masculino para seus filhos? E não me venham falar que o exemplo masculino se reproduz sozinho, porque todas sabemos que meninos são criados por mulheres – mães, avós, babás, professoras.
Deve haver explicações psicanalíticas, claro. Mas tenho esperanças de que estejamos apenas numa fase de transição. Quem sabe minha filha não precise reclamar da roupa suja no chão…
Em tempo: casar com homem que já morou sozinho ajuda!
Publicado por Marta em 07 Nov 2007 | sob: Femininas, Diversão e arte
O filme “papo-relação” do momento é “O passado”, de Hector Babenco. As mulheres são insuportavelmente dominadoras e neuróticas. O homem-vítima, vivido pelo gracinha Gael Garcia Bernal, é um sujeito de personalidade fraca, que suporta calado todo tipo de devaneio feminino.
Como sempre acontece nos amores caracterizados pela dobradinha dominador-dominado, de longe os relacionamentos parecem inverossímeis. Como alguém se submeteria - e estimularia - aquela situação? Mas acontece, sim, de forma assustadora.
Não estamos falando de uma característica feminina ou masculina, mas humana. Mulheres também se submetem ao jugo masculino - no passado (!), então, com bastante freqüência.
Em outro filme, que gostei mais, a situação inversa é exposta com o mesmo tom caricatural (perfeito para contar histórias assim), mas com um toque de delicadeza.
Em “Garçonete” logo simpatizamos com a personagem título e tentamos compreender a sua submissão, atribuindo-a à ameaça física ou financeira imposta pelo marido neurótico. No final, fica claro que não existe dominador sem alguém disposto a ser dominado. Quando se encontra uma motivação, basta sair pela porta da frente.
No caso da garçonete, a força vem de um bebê, que ela pensa odiar. O filme é especialmente tocante para mulheres-mães. Só elas já sentiram aquela energia sobre-humana, que surge do nada, nos momentos críticos da maternidade.
Para quem gostou de “Pequena Miss Sunshine” ou de “O fabuloso destino de Amélie Poulin”, o filme é imperdível.
Boa sessão de cinema.
Publicado por Marta em 25 Out 2007 | sob: Femininas
Está rolando uma moda de mulher de cabelo branco. Isso mesmo. Enquanto as pré-adolescentes fazem mechas no salão, algumas quarentonas resolveram assumir a cor natural e abandonar o ritual da tinta. Já pipocaram aqui e ali matérias a respeito - com direito a fotos de mulheres bonitas, de visual moderno e … grisalho.
Parece cheio de atitude, interessante mesmo. Outro dia, vi uma dessas mulheres no salão, fazendo escova (os brancos modernos são mais compridos que os das senhoras de antigamente).
A propósito de um post meu sobre envelhecimento, minha amiga Cristiana (do Blogtalk) revelou em comentário sua decisão de seguir o caminho. Confesso que, na hora, lembrei que a Cris sempre foi bonitona, sem maiores esforços, e não gostei da idéia de vê-la grisalha. Não combina com ela!
Nada envelhece mais a aparência do que cabelo branco. Afinal, a imagem das nossas avós - aquelas que nunca usaram tinta - ainda está bem gravada na memória. E elas não tinham qualquer atitude, literalmente. Bordavam, cuidavam dos netos, eram expectadoras da vida dos outros.
Se hoje, aos 50 anos, uma mulher tem o mesmo dinamismo de outra de 30 - é produtiva, atualizada e inteligente -, que mal há em adiar os cabelos brancos e afastar de si a imagem das velhinhas que tricotavam no sofá? Veja bem, não estou falando de fazer dúzias de plásticas ou gastar rios de dinheiro em cremes. Basta um xampuzinho tonalizante de vez em quando…
Cuidar do visual na maturidade é uma questão de bom senso: aceitar as ruguinhas, porque elas mostram que somos mais seguras e sábias que as mais novas, mas também adiar o aspecto senhoril (roupas e cabelo branco) de uma geração anterior à nossa com a qual não nos identificamos.
Qual será o limite disso tudo? Um belo dia, vamos nos olhar no espelho e dizer: cansei, quero ser uma velhinha de cabelo branco, igual à minha avó? Quem sabe, daqui há muuuuuitos anos…
Publicado por Marta em 10 Out 2007 | sob: Femininas
Essa é para as meninas que queriam novidades sobre Giane. Achei que nunca mais iria vê-lo, já que mudei de academia. Mas que eis que hoje, de repente…
Sim, ele também mudou de academia. E hoje malhava sem boné. Não, Cris, eu não tirei foto. Além de o meu blog não ter foto (por estilo e falta de jeito), vocês sabem: carioca finge que não vê artista. Mico de foto ou autógrafo, jamais.
Agora, falando sério. Ele é um meninote. Muito gracinha, é verdade, mais tem uma carinha de 20 e poucos anos (apesar dos 34).
Em sua biografia, Danuza Leão diz que a natureza é sábia, e que por isso, hoje, ela acha Sean Connery (77 anos) muito mais atraente do que um desses galãs novinhos de Hollywood.
Eu, sinceramente, estou mais para Danuza do que para Marília Gabriela.
Publicado por Marta em 08 Out 2007 | sob: Femininas, Jornalismo
Educar um filho é uma experiência rica e interessante – mas não é para distraídos nem preguiçosos. Adorei a frase, da psicoterapeuta Lidia Aratangy, que assisti ontem no programa da Marília Gabriela, no GNT.
Inteligente e articulada, a entrevistada (e não a entrevistadora, por mais que esta quisesse transparecer as mesmas qualidades) tocou em um ponto extremamente sensível para mim: a dificuldade de ver o filho sofrer e se frustrar.
Uma mãe atenta, quando o filho tosse a noite inteira, descabela-se no dia seguinte para vê-lo curado; leva ao pediatra, faz até simpatia. Agora, o que fazer se aquele serzinho amado, tão despreparado para as relações humanas quanto para a tosse, chega da escola relatando que foi rejeitado pelos amigos?
Até onde uma mãe deve ir, para ajudar o fiho? Deve correr para marcar uma reunião com a professora? E que tal sugerir que ele leve um brinquedo novo para a escola, para atrair a amizade dos amiguinhos interesseiros?
Provavelmente a resposta certa é: deixe o seu filho se virar sozinho. Como você fez com os talheres ou o cadarço do tênis.
Só que não vale ter chegado a esta “solução” por preguiça ou distração. Educar não é para preguiçosos nem distraídos, lembra Lídia, com pertinência. Educar dá trabalho. Ou seja, tem que ter sofrido com o sofrimento do filho, perdido tempo com esse e outros problemas que de fato exigiam ação e, finalmente, se segurado para não fazer nada a respeito da sua frustração.
Irrita-me profundamente quando a mãe relapsa, desligada ou autocentrada torna-se exemplo por ter criado um filho independente e autônomo. Ela é considerada o contraponto da mãe superprotetora, que estraga a criança.
Nada mais injusto. A distraída, ou preguiçosa, pode até ter acertado (sem querer) em alguns pontos, mas em quantos outros o filho precisou de uma mãe sintonizada, para orientá-lo, e não encontrou ninguém? Que abismo existe hoje entre os dois?
Prefiro correr o risco de ser superprotetora (me policiando para não ser) e continuar compreendendo (quase) tudo o que se passa na cabecinha da minha filha…
***
Sobre Marília Gabriela, depois do programa fiquei pensando por que cargas d’água todo jornalista de TV, com o tempo, fica competindo com o entrevistado no quesito atenção. Mas aí me lembrei do Roberto D’Ávila (por onde andará?), um dos poucos jornalistas da telinha sinceramente mais interessado em seu entrevistado do que na própria performance.
Publicado por Marta em 12 Set 2007 | sob: Femininas, Comportamento
Não, não vou falar do Renan Calheiros nem do 11 de setembro. Outro dia encontrei uma leitora do Espuminha e ela cobrou: “Achei que você ia escrever sobre os dez anos da morte da Lady Di”. Sorry, amiga. Uma das vantagens do blog é a pauta não precisar seguir a agenda do dia…
O palpitante assunto de hoje é o cabelão. Enquanto tosava o meu, para viajar com um look mais moderninho, soube que um badalado cabeleireiro tinha abandonado o Rio, rumo a São Paulo, indignado por não ter seu talento reconhecido pelas clientes cariocas, adeptas do “cabelão de praia”.
Imagino a sua cara de desprezo ao falar do tal “cabelão”. Segundo o Ximenes, na sua coluna de sábado no Globo, a mulher de cabelos compridos, devidamente alisados, seria o correspondente ao homem com barriga “tanquinho”. Fiquei meio sem referência - nenhum homem assim faz parte das minhas relações, eu acho…
Ele contou que uma amiga foi dissuadida no salão da idéia de “deixar o cabelo crescer”. O conselheiro-analista-cabeleireiro apelou: “Você quer atrair homem que gosta de cabelão???” Coincidência ou não, a tal amiga conheceu um cara interessantíssimo dias depois, já com as madeixas devidamente aparadas.
Claro que esse papo todo pode ser puro despeito de quem já passou dos 30 ou 40, quando manter o cabelo comprido ou a barriga sarada passam a ser tarefa um tanto árdua. Mesmo sim, simpatizei com a idéia de que cabelos curtos, ou médios, têm lá a sua personalidade.
Mas vamos combinar uma coisa, meninos: o mesmo não vale para o barrigão de chope, ok?
Publicado por Marta em 11 Set 2007 | sob: Femininas
Outro dia ousei falar de um assunto que conheço perifericamente – o das mulheres maravilhosas e ainda solteiras – e percebi depois, pela enxurrada de ótimos comentários, que fui um tanto reducionista naquele post.
Pois então vou falar de uma vivência pessoal, compartilhada com várias amigas: a de ser casada, mãe e profissional – e precisar transitar exclusivamente por estes três papéis. Ou seja, esqueça aquele indivíduo único e solitário que você era até tudo isso começar.
O lado bom é que você descansa de um papel se refugiando em outro – e ai de quem questionar a sua ginástica para dar conta da tripla jornada. Se o marido enche o saco, dá para se divertir com o trabalho; se é o filho que está lhe exaurindo, uma viagem de lua-de-mel em nome do casamento é permitida; e por aí vai.
Mas se divertir de outra forma, sozinha, sem ser como mãe, esposa ou profissional, nem pensar. Aí não pode. Quem disse que não pode? Sei lá, mas pergunte para dez mulheres casadas com filho pequeno, e todas vão admitir a regra.
Viajar sem marido e filho pode, mas só se for a trabalho, concordaram minhas amigas num almoço recente que tivemos. E trate de se divertir sozinha nos intervalos do trabalho. Por sinal, almoçar com as amigas pode, mas happy hour… Bem começamos a conquistar esse direito muito recentemente.
São regras não escritas. Mas estão lá, em algum lugar do inconsciente coletivo.
Não sei se a culpa feminina nasce com o casamento ou com o primeiro filho, mas o fato é que ela se instala de forma implacável. De um dia para o outro, a mulher acredita – e aceita – ter seu comportamento avaliado por todos à sua volta. Todos, inclusive a própria, esperam que ela seja assim e assado.
Um homem pode invocar sua necessidade de solidão e partir para um longo período sabático, num veleiro. Mas uma mulher? Se pegar a mala e fugir para um spa, enlouqueceu.
Por tudo isso, parto amanhã na minha primeira viagem sem trabalho, sem marido e sem filha (mas com uma grande amiga!) com uma certa dose de culpa. Mas uma dose pequenininha, depois de tantos anos de análise…
Publicado por Marta em 27 Ago 2007 | sob: Femininas
Eureca! Depois de conversar com a enésima amiga bonita, interessante, inteligente, divertida e ainda solteira, me deu um clique. Descobri o motivo para o fenômeno. Não passa por estatísticas do IBGE, não está nos episódios de Sex and the City nem na pilha de livros com capa cor-de-rosa à venda.
A explicação é a seguinte: há tantas mulheres interessantes sozinhas quanto homens interessantes mal-casados. Simples assim.
Quando não estão satisfeitas com seus relacionamentos, essas mulheres partem para outra, vão em busca de algo melhor. Já os homens interessantes permanecem com mulheres tolas e chatas por vários motivos: acomodação, falta de coragem, culpa por terem se comprometido um dia com suas namoradas/esposas – nessas alturas, já mães de seus filhos.
Às solteiras ou descasadas interessantes sobram os homens malas – que foram desprezados por outras interessantes e também pelas chatas espertas e chantagistas (que fisgaram seu homem com aquelas táticas femininas que todos conhecem). A outra alternativa é o homem comprometido, que dificilmente vai largar sua mulher oficial, pelos motivos expostos acima.
As bonitas e interessantes que não encontram a sua cara-metade acabam entrando em crise. Aí vão ao analista, desabafam com as amigas e descobrem que o problema não é delas. Tratam de se cuidar e ficam ainda mais bonitas. Enfiam a cara no trabalho e ficam ainda mais interessantes.
Dizem que, quando chegam nessa fase, elas assustam até os eventuais homens interessantes que por acaso estejam dando sopa por aí.
Que desencontro, né?