9 de Fevereiro de 2010

A vida offline

Arquivado sob: Cotidiano — Marta @ 13:32

Começou por acaso. Não consegui configurar o e-mail no computador novo de forma a receber mensagens automaticamente. Deixei para depois, e passei a clicar em “enviar/receber” apenas quando esperava por algo ou me sentia solitária.

Foi assim que descobri a vida offline - não aquela em que se é tolido de qualquer instrumento de conexão, situação realmente sujeita a terríveis crises de abstinência. Refiro-me a poder escrever um texto sem o raciocínio interrompido a cada e-mail/spam. Poder se desligar do mundo lá fora quando convém, e voltar na hora em que brota a vontade, ou a real necessidade, marcada pela lembrança: ih, preciso checar minha caixa postal.

Claro que isso é perigoso no trabalho. É bom para mim, nem tanto para quem me procura. Mas que delícia. Agora estou pensando: devo mesmo me reconfigurar, pessoalmente, para estar tão online assim?

2 Comentários »

  1. Assim como os videosgames se tornaram uma obsessão para os jovens, a conexão se tornou outra para todos aqueles que estão envolvidos com a palavra.
    Estou enlouquecendo com tanto que tenho para ler, visitar, comentar, atualizar nos meus espaços literários, sem deixar de lado a vida real, o tempo para escrever e os livros que me esperam na estante. Viu o tempo que demorei para vir aqui! rsrsrs
    Mas concordo contigo, temos que ficar offline por um tempo, para poder reenxergar o que está em volta.
    Bjs

    Comentário de Ana Cristina Melo — 13 de Fevereiro de 2010 @ 09:06

  2. pense bem, talvez esteja se tornando viciada,como qualquer outro, também só sei escrever falando no msn, conversando com alguém, computador pra mim sem internet é como comida sem sal….

    Comentário de Ronaldo Magella — 26 de Fevereiro de 2010 @ 18:17

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