21 de Janeiro de 2010

Clarice até março

Arquivado sob: Diversão e arte — Marta @ 17:19

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O esforço valeu a pena, e ontem consegui finalmente ver a peça “Simplesmente eu, Clarice Lispector”, estrelada pela atriz Beth Goulart. A boa notícia é que o espetáculo, que ameaçava ficar novamente em curtíssima temporada, estará em cartaz no Teatro Sesi do Rio até março.

A minha história com Clarice é curiosa. Descobri e amei a escritora na adolescência. Depois de, digamos, adulta, suficientemente desintoxicada de seu texto (que impregna a alma e explica a devoção de seus fãs), passei a acreditar que aquela tinha sido apenas uma fase adolescente e mulherzinha. Cheguei a considerar pertinente uma crítica que ouvira sobre Clarice ser um pouco repetitiva.

No ano passado, com a volta dela à mídia, retomei seus contos, encantada. Ah, como pode ser nocivo se afastar de Clarice. A coletânea “Clarice na cabeceira”, por sinal, tornou-se o meu título de fim de ano preferido para presentear amigos, desejando assim que eles a mantenham por perto. Os contos são apresentados por fãs célebres, que aparentemente tiveram liberdade para escolhê-los.

Dois deles estão na peça, e a interpretação de Beth Goulart, espantosamente parecida com a escritora em cena, acaba por revelar novas nuances no texto. O resultado final - cenário, iluminação etc - é lindo de morrer, imperdível para fãs de Clarice Lispector.

2 Comentários »

  1. Acho que toda mulher literariamente ativa se encanta por Clarice Lispector, no entanto quando se ama os livros ninguém se contenta apenas com o que está escrito nas páginas, mas também com quem é o autor e a inspiração que ele buscou para escrever. Clarice foi uma figura singular e que torna inevitável a curiosidade sobre sua vida, quando sua biografia é feita por gente competente fica mais excitante conhecer sua vida.

    Comentário de Amábile Grillo — 21 de Janeiro de 2010 @ 19:24

  2. Adoro tomar da espuminha que vc divide com a gente, há tempos aliás, mas é que com a boca cheia não se pode falar, né emsmo?! rs.
    Mas dessa vez tinha que falar, o parágrafo “A minha história com Clarice é curiosa. Descobri e amei a escritora na adolescência. Depois…” todo, é tão eu, sabe… E é interessante essa coisa toda de não termos, contrario do que pensamos na tal adolescencia, sentimentos privativos!
    Abraços, meus.

    Comentário de Kiara Guedes — 23 de Janeiro de 2010 @ 19:27

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