15 de Dezembro de 2009

Flores de plástico não morrem

Arquivado sob: Cotidiano — Marta @ 15:14

Eu precisava comprar flores. Queria chegar com um lindo buquê de rosas vermelhas na mão, e pensei que não seria problema conseguir um na efervescência comercial de Ipanema. Foi aí que descobri que as floriculturas estão em extinção.

Não, eu não sabia. Elas foram substituídas pela venda de flores nas esquinas, em vasos plantados, ou por quiosques chiques com orquídeas nos shopping centers. A velha e boa floricultura, na qual escolhíamos os botões de rosa com conhecimento de causa – prever quais deles desabrochariam era uma arte -, deixou de ser um bom negócio faz tempo.

Flores são perecíveis, os pontos comerciais de Ipanema são uma fortuna e a especialização não vale a pena, me explica o vendedor da única floricultura que resiste em Ipanema (depois de muito bater perna, descobri uma, na Rua Farme de Amoedo).

Às floriculturas, o mesmo destino dos açougues. Onde foram parar os açougues?

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