Na era do rádio
Muita gente está se gabando que soube da morte do Michael Jackson pelo Twitter. Achei curioso porque, naquela noite, cheguei em casa com a novidade fresquinha por causa do… rádio! E olha que eu estava sintonizada, no carro, em uma emissora com programação musical (MPB FM), e não de notícias.
Nunca tive uma relação especial com o rádio, uma mídia para a qual nem cogitei trabalhar. Só dei conta de que sou, sim, uma ouvinte há dez dias, quando algo inédito me aconteceu: fui entrevistada pelo Ibope (aquelas pesquisas que a gente duvida da existência até saber de alguém que participou).
A mocinha começou com umas perguntas bem chatas, e demorei a perceber que o seu foco era o rádio. Lá pelas tantas, depois de me fazer contar banheiros e televisores, perguntou quantos aparelhos de rádio eu tinha em casa. Diante de meu silêncio, ela ajudou: “Pode contar com os radinhos de pilha guardados no armário.” Busquei na memória pelo menos um, no fundo da gaveta, e nada.
Não, eu não ouvia rádio, fui me preparando para responder. Às vezes recebia links de comentários feitos na CBN, e olhe lá. Via-me moderna, diante do computador e desfeita de qualquer radinho de pilha do passado, quando a entrevistadora tomou as rédeas novamente. Graças à técnica de estímulos (listou o nome de todas as emissoras), acabei me lembrando do hábito no carro. Ela queria saber em que horário exato eu sintonizara na véspera. Excepcionalmente, não tinha dirigido durante a “Hora do Blush”, programa que adoro na Rádio Paradiso, mas menti ter ouvido. Falei da CBN via computador e tentei por em alguma resposta a MPB FM.
Já ia desligando o telefone, quando me deu um clique: eu simplesmente ouço rádio o dia inteiro. Como o prédio em que trabalho dispõe de um sistema de som central, acabo ouvindo a JB FM direto, como música ambiente. Fiquei na dúvida se falava (pertence ao Tanure?), mas acabei admitindo. “Muda tudo no questionário!” Pelo visto, sou das antigas, mesmo sem radinho de pilha.
Marta, marta, marta, lembro que outra vez comecei um comentário assim…enfim, acho que vamos nos utilizar das coisas, meios de acordo com as nossas necessidades. Eu escuto rádio ao meio dia, os programa de notícias, vejo tv nas horas do noticiário ou alguma séria interessante, a net uso pra ler, escrever, trabalhar, cinema nas horas vagas, dvd no final de semana, livros a todo momento, na fila do banco, sim, ainda vou ao banco, no ônibus, então, será assim, tudo, ou não?
Comentário de Ronaldo Magella — 6 de Julho de 2009 @ 09:22
Já, eu, sou fascinado pelo veículo rádio. Mas tenho um forte motivo para isso: a minha história como jornalista começou pelas ondas do rádio, em abril de 1995, como repórter esportivo. Mas também fui fisgado pela internet e hoje mantenho um blog que me dá muito prazer, ainda que o assunto ao qual me dedido seja quase sempre indigesto, espinhoso: a tragi-cômica política brasileira. Mas me tornei um jornalista-blogueiro apaixonado pela possibilidade de interação com as diversas vozes que povoam esse universo virtual.
Comentário de Luiz Valério — 6 de Julho de 2009 @ 23:15
ADOREI O NOME DO SEU BLOG, POIS ELE TEM DE TUDO UM POUCO
Comentário de Anônimo — 21 de Agosto de 2009 @ 16:12