30 de Julho de 2009

Colega

Arquivado sob: Jornalismo — Marta @ 16:24

coleguinha001 1 2 - coleguinha001 1 2

Como já não conheço metade das celebridades das revistas, não me perguntem de quem se trata. Só sei que a pérola acima, da “Veja”, está passando de e-mail em e-mail entre coleguinhas.

O melhor comentário que li a respeito foi: quem sabe ela desiste quando souber que o diploma não é mais obrigatório?

28 de Julho de 2009

Roupa errada

Arquivado sob: Femininas — Marta @ 15:06

Estava eu caminhando em Ipanema, voltando do almoço, quando a mulher me ultrapassa e se vira, para comentar:

- Ainda bem que achei outra pessoa de bota.

Ela seguiu apressada, mesmo assim manteve a contorção para dar uma olhadela no céu azul, um sorriso cúmplice e completar:

- A gente não imagina que o sol vai abrir, quando sai cedo de casa.

Foi o tempo que tive para confirmar o cano longo, debaixo de meu vestido, e reconhecer em mim uma ponta do mesmo constrangimento. Tentei retribuir o sorriso, agradecer a intimidade, evitar que seu embaraço aumentasse. Mas ela já ia longe.

“Mulher é tudo igual”, pensei, e ri sozinha.

Escrever pode ser uma aventura

Arquivado sob: Crônicas — Marta @ 14:21

Eu poderia começar dando uma fórmula para se escrever bem (ler bem), ou contar que nunca tenho “brancos” diante da tela vazia (o impasse vem depois). Seriam boas aberturas para um texto relativamente longo, com mais de 6 mil caracteres, e provavelmente fisgaria leitores no primeiro parágrafo, como aprendi a fazer em muitos anos de jornalismo. Assim seria até pouco tempo atrás, antes da tal crise dos 40 anos me pegar e eu perceber que não conseguia mais me realizar fazendo apenas o que já sabia fazer. Especialmente se tratando de algo tão vital, como o ato de escrever é para mim.

Por isso vou ousar fisgar você, leitor, aqui no segundo parágrafo. Para fazer o que estou aprendendo a fazer agora. Lançarei mão também de algo recente em minha vida de escrevinhadora: contar uma história pessoal. Ela começa com um telefonema de minha filha, às voltas com as primeiras redações na escola.

― Mãe, precisei escrever um texto hoje, mas fiquei concentrada demais, e quando vi era a única da classe que ainda não tinha acabado.

Era um preâmbulo. O fecho viria a seguir:

― No final da aula, a professora chamou a atenção da turma e leu a minha redação lá na frente. Disse que estava ótima, que eu posso ser uma escritora quando crescer.

Imediatamente meus olhos se encheram d’água. Sim, eu também tinha vivido aquela mesma cena, só que com 10 anos, e não com 9. O arrepio foi mais intenso pela forma como ela se descreveu naquele episódio, “concentrada demais”, ainda sem conseguir identificar os sentimentos de engajamento e paixão absolutamente essenciais para um texto ficar “ótimo”.

Na semana seguinte, em um evento na escola, a professora veio elogiar a habilidade de minha filha, e aproveitei para tirar uma dúvida: ela por acaso sabia que eu escrevia, que era jornalista? “Não!”, se surpreendeu. “Então está no sangue!”, emendou.

Só que eu não acredito nisso. Mas posso imaginar, sim, que eu tenha despertado nela alguma paixão pela palavra escrita ao ler em voz alta, empolgada que estava com a redescoberta da literatura infantil, ou quando me esmerei em encontrar significados para a expressão de um livro. “Mãe, o que é estar solitário?” É provável que numa dessas respostas ela tenha vislumbrado a aventura de se embrenhar no universo das letras, e nele identificar e expressar sentimentos recém-descobertos. “Já me senti solitária”, é provável que tenha concluído. “Poderia ter escrito aquilo.”

Não por acaso o impulso de escrever, e desnudar emoções, costuma acontecer com os primeiros versos da adolescência. Os poemas acabam no lixo (quase sempre o lugar certo para eles), e os adultos que continuam no ofício aprimoram seu estilo com a técnica e a sensibilidade de quem sabe amadurecer e ler bons livros. O problema é que o tal impulso primordial, a faísca que provoca todo o processo, muitas vezes é relegado a segundo plano, como se algo adolescente fosse. Nessas horas, uma boa crise da meia-idade (nova adolescência?) pode ajudar a colocar as coisas no lugar.

Percebi, na crise, que dominar a escrita é apenas o começo. A realização está em deixar a sua marca pessoal. E para se escrever algo realmente original é preciso estar com o coração inteiro. Mesmo diante de uma encomenda, tem-se que descobrir uma linha de pensamento própria, um raciocínio baseado na experiência assimilada ― e aí vale ler, pesquisar, trocar ideias no botequim com um amigo inteligente. Deve-se provocar o insight. No jornalismo, existe o grande privilégio de buscar (e conseguir) as melhores fontes, poder submeter suas ideias a quem já domina aquele assunto. Em compensação, haverá as amarras do texto jornalístico tradicional, mais impessoal ― que mesmo assim você poderá aprender a subverter, graças ao domínio da linguagem e das ideias.

Quando escrevo uma reportagem ou um perfil, daqueles em que me engajei de fato, raramente olho minhas anotações. Elas servem no máximo para alguma checagem final, porque o texto já está praticamente estruturado na minha cabeça. Existe um momento em que percebo: cheguei lá, a matéria existe. Tem uma essência, e eu acredito nela. Nessas alturas, fiz alguns links entre parágrafos mentalmente, e é provável que tenha pensado em um lead (abertura) no chuveiro ou correndo na esteira. É sentar e escrever, “concentrada demais”, esquecida da vida, certa de que sairá da melhor forma possível (se o prazo não tiver ficado absurdamente curto).

Passei a observar esse processo interno de criação depois que um colega me perguntou se eu fazia uma estrutura prévia para escrever uma matéria com muitas fontes, já que tudo parecia tão encadeado. Contei que o texto saía pronto, mas talvez tenha passado a falsa impressão de algo fluido e fácil. Raramente é. Há momentos de sofrimento, de cansaço, em que é preciso dar uma parada, tomar um café, se possível continuar no dia seguinte. Um bom lead precisa dormir uma noite no computador para acordar tinindo. No caso dos livros que escrevi sob encomenda, todos jornalísticos, a imersão beirou a loucura na reta final, a ponto de eu sonhar com capítulos inteiros e descobrir soluções de madrugada.

Depois que saí da rotina de jornal diário ― quando momentos de privacidade e prazos mais flexíveis se tornaram possíveis ―, descobri alguns truques para aperfeiçoar a escrita. Ler em voz alta, por exemplo, pode ser de grande ajuda. Outra dica é aprender a valorizar o ato de reescrever. Escrever é reescrever. Escrever é reescrever. E a repetição não é minha, é do escritor Moacyr Scliar, no livro O Texto, ou: A Vida ― Uma trajetória literária. Aliás, o último conselho ― talvez o mais importante ― que sempre dou a estudantes de jornalismo é: leia bons livros. Um romance lapidado por um escritor de primeira, além de ótima companhia, é uma influência fundamental. E ajuda a compensar as leituras triviais do dia-a-dia, como a notícia apressada do jornal e o post coloquial do blog preferido.

Só não vale ficar intimidado pelos gênios, e se deixar bloquear. Já fui muito perseguida pelo terror de estar imitando meus autores preferidos, ou mesmo o escritor que no momento me deslumbrava com sua obra. Abandonei minhas pretensões literárias na adolescência por conta dessa autocrítica acentuada. Hoje percebo que essas influências são sempre benéficas, especialmente quando múltiplas. Desde que o mandamento número 1 seja preservado: escrever com o coração inteiro. Com engajamento, empolgação, paixão. Concentrada demais, mesmo que a turminha em volta jamais compreenda a intensidade de sua aventura.

(Publicado originalmente no Digestivo Cultural, especial “Como se escreve“)

27 de Julho de 2009

Grunhido

Arquivado sob: Cotidiano — Marta @ 12:44

Maldade do escritor José Saramago, que mantém um blog, sobre o Twitter:

- Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres refletem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.

A entrevista foi publicada no Globo de ontem.

23 de Julho de 2009

Antes do “enviar”

Arquivado sob: Cotidiano — Marta @ 16:51

Você já se arrependeu de ter enviado um e-mail? Percebeu, diante de uma resposta fria ou magoada, que foi mal interpretado?

Pois seus problemas acabaram. Juntei abaixo conselhos de amigos que vão evitar novos desastres em sua comunicação online. Servem também para torpedos e msn.

1) Nunca, em hipótese alguma, escreva um e-mail sob o efeito do álcool. Mesmo que tenha sido apenas uma cervejinha.

2) Está furioso? Sentiu o impulso de extravasar a raiva e mostrar que está com a razão? Então é hora de escrever um rascunho, para enviar no dia seguinte. Provavelmente, desistirá.

3) Mesmo quando o e-mail for banal, faça o seguinte exercício antes de mandá-lo: observe se ele poderia seguir, sem constrangimentos, com cópia para outra pessoa.

A última dica pode parecer tolice. No entanto, todo mundo já passou pela situação de estar travando uma conversa “particular” por e-mail, até que, depois de muitas idas e vindas, o interlocutor resolve enviar uma cópia da última resposta para uma terceira pessoa. Mal comparando, é como se o bate-papo, grampeado, tivesse acabado no jornal.

Imagino que já existam manuais de etiqueta na internet por aí. Mas creio que essas três dicas são básicas. Pelo menos para mim, têm evitado muita confusão.

17 de Julho de 2009

Pós globalização

Arquivado sob: Cotidiano — Marta @ 18:04

Olha só (bem carioca) que interessante.

A Starbucks tirou o seu nome de uma loja em Seattle, nos Estados Unidos, para dar um clima mais de vizinhança ao estabelecimento, que ia mal das pernas. A loja foi batizada de 15th Avenue Coffee and Tea, e a intenção é renomear com o endereço ou o bairro outras cafeterias da gigante americana.

Não é de hoje que os efeitos da globalização são visíveis nas ruas. Basta viajar para dar de cara com as mesmas lanchonetes, mesmas butiques, mesmos hotéis, mesmas marcas. Não acredito que isso vá mudar, porque os benefícios da padronização e da escala são devastadores, e aniquilam as lojinhas de bairro quando não há algum tipo de proteção para o pequeno comércio.

Mas o consumidor, claro, deve estar cansado dessa mesmice. Como são eficientes e fazem pesquisas, as grandes redes parecem ter descoberto uma solução: vão fingir que são pequenas. Aconhegantes, familiares, a cara do freguês que mora ao lado. Será que dá certo? Sei não. Se o hambúrguer vier com pickles e o café for servido em copo de papel, ninguém me engana que é fast food americano.

16 de Julho de 2009

Gente simples

Arquivado sob: Cotidiano — Marta @ 10:18

Apesar do frio, ela usava havaianas, e tinha apenas alguns pacotes de biscoito na mão esquerda. Cabelos presos em rabo de cavalo apressado, esmalte das unhas vencido e uma expressão resignada que só costumo ver nos mais humildes. Na fila da Lojas Americanas de Ipanema, onde senhoras bem dispostas preferem revelar o botox a deixar de usufruir dos privilégios da idade, a mulher chamou minha atenção. No braço direito, equilibrava um bebê bem pequeno, com a cabeça pendente enfeitada por faixa rosa de tecido barato.

- Você pode passar à frente na fila, por estar com bebê de colo - sugeri.

Ela apenas deu um meio sorriso e balançou negativamente. Não é a primeira vez que tento convencer uma pessoa assim, com aquela expressão, a fazer valer os seus direitos. Em vão. Depois fiquei imaginando as primeiras vezes, lá atrás, em que a mulher tentou argumentar, com seus parcos recursos, diante de alguém uniformizado. Um segurança de loja, um funcionário público, alguém disposto a mostrar quem é a autoridade ali - especialmente diante de gente simples como ela.

14 de Julho de 2009

Até a Bíblia

Arquivado sob: Cotidiano — Marta @ 19:07

O Kindle, leitor eletrônico de textos, vai substituir os livros? Eu tinha as minhas dúvidas, até conhecer um caso concreto de leitor contumaz que trocou livros de papel por downloads no aparelho fininho, de apenas 290 gramas.

No mês passado, Jair Ribeiro, empresário e fundador da Casa do Saber, esteve em Nova York e não voltou com a mala abarrotada de livros de sempre. Ou melhor, os 35 livros comprados estavam em seu Kindle, como me contou em entrevista para a coluna Retrato deste mês, na revista Capital Aberto .

“A obra completa de Dostoievski sai por US$ 2. Um best seller custa US$ 9. Quando vi, tinha comprado 35 livros em 15 minutos.” Ribeiro achou até dois volumes em português disponíveis na livraria virtual, “Dom Casmurro” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, imediatamente arquivados em seu aparelho, onde cabem 1,2 mil obras.

Em uma das muitas tiradas espirituosas da entrevista, revelou: “Coloquei até a Bíblia. Sou ateu, mas custava só US$ 0,99.”

Você pode pensar que Jair Ribeiro não é representativo dos leitores tradicionais de livros, apegados ao ritual que envolve tato, olfato e emoção. Não é o caso. O empresário sempre adorou livros, começou criança com Monteiro Lobato e seu sonho era ser dono de livraria. Costuma ler cinco livros ao mesmo tempo. Agora, no Kindle. “Vou deixar de comprar muito livro”, concluiu.

***

Em tempo: a entrevista completa pode ser lida na revista, à venda nas melhores bancas do país.

10 de Julho de 2009

Aventuras de um personal

Arquivado sob: Cotidiano — Marta @ 13:10

Essa é para alegrar os paulistas, que estão de feriadão. A fonte não é muito confiável, mas a história é divertida.

O sujeito é personal trainer, e jura que o sigilo profissional faz parte do trabalho, que nem advogado ou médico. Dito isso, conta da última vez em que viveu uma saia justa daquelas. Fazia o acompanhamento de alunos de um spa e um casal chamava a atenção: ele com 130 quilos, ela esguia e bem feita de corpo. “Parecia a Cláudia Raia”, diz o professor.

Só que a mulher, que de fato não precisava perder peso, voltou à cidade para trabalhar, e o marido ficou no spa. Foi quando ele pediu ao personal alguma discrição para o que iria acontecer: no dia seguinte chegaria a “outra”, sua amante.

Você achou que essa era a saia justa? Pois ainda não viu nada. Discrição para lidar com esposa e amante do cliente, ao mesmo tempo, qualquer personal trainer tem, ele me informa. Está até acostumado.

Pois a amante chegou e pesava 120 quilos, devidamente registrados na balança do spa. Os pombinhos estavam felizes da vida, o professor convivia bem com os alunos aplicados, até que o casal revelou um desejo íntimo: gostariam de fazer uma caminhada até uma praia de nudismo próxima ao spa. Sempre tiveram o sonho de ficarem pelados numa praia.

Quando já iam chegando, a mulher confessou ao professor que ficaria mais à vontade sem a presença dele. “Vou ficar com vergonha”, revelou candidamente. O professor conta que respirou aliviado. Combinaram que ele ficaria em um recanto bem próximo e se encontrariam em seguida.

Já estava quase no horário marcado, quando um vendedor chegou apressado. “Você é o professor de ginástica?” Sim, era ele. “Seus alunos estão se afogando!” E lá foi ele salvar a dupla. Na verdade, ela tinha se afogado, e o homem não conseguia trazê-la de volta, passando pela arrebentação.

Quando os três finalmente chegaram à faixa de areia, depois do salvamento, ela estava consternada. “Ai, que vergonha”, repetia. “Você promete que vai esquecer esse dia?”, pediu ao personal. “Claro”, se prontificou. “É tudo que eu desejo”, pensou mas não falou.

7 de Julho de 2009

Essa é a hora

Arquivado sob: Cotidiano — Marta @ 12:04

Não sei se é apenas o impacto da megacobertura da Flip, mas ouvi esta semana, várias vezes, comentários em torno da ideia “livro está na moda”. Se for verdade, acho que é uma dessas oportunidades que a indústria livreira não deveria perder. Modas passam.

Bom mesmo seria transformar a moda do livro na cultura do livro. Isso, claro, teria que começar com a garotada. Está meio provado que o hábito da leitura se cria no colégio e se perde em algum momento, poucos anos depois, no fim da adolescência.

Será que tem alguém, bom de marketing, pensando no que fazer a respeito?

2 de Julho de 2009

Na era do rádio

Arquivado sob: Cotidiano — Marta @ 18:25

Muita gente está se gabando que soube da morte do Michael Jackson pelo Twitter. Achei curioso porque, naquela noite, cheguei em casa com a novidade fresquinha por causa do… rádio! E olha que eu estava sintonizada, no carro, em uma emissora com programação musical (MPB FM), e não de notícias.

Nunca tive uma relação especial com o rádio, uma mídia para a qual nem cogitei trabalhar. Só dei conta de que sou, sim, uma ouvinte há dez dias, quando algo inédito me aconteceu: fui entrevistada pelo Ibope (aquelas pesquisas que a gente duvida da existência até saber de alguém que participou).

A mocinha começou com umas perguntas bem chatas, e demorei a perceber que o seu foco era o rádio. Lá pelas tantas, depois de me fazer contar banheiros e televisores, perguntou quantos aparelhos de rádio eu tinha em casa. Diante de meu silêncio, ela ajudou: “Pode contar com os radinhos de pilha guardados no armário.” Busquei na memória pelo menos um, no fundo da gaveta, e nada.

Não, eu não ouvia rádio, fui me preparando para responder. Às vezes recebia links de comentários feitos na CBN, e olhe lá. Via-me moderna, diante do computador e desfeita de qualquer radinho de pilha do passado, quando a entrevistadora tomou as rédeas novamente. Graças à técnica de estímulos (listou o nome de todas as emissoras), acabei me lembrando do hábito no carro. Ela queria saber em que horário exato eu sintonizara na véspera. Excepcionalmente, não tinha dirigido durante a “Hora do Blush”, programa que adoro na Rádio Paradiso, mas menti ter ouvido. Falei da CBN via computador e tentei por em alguma resposta a MPB FM.

Já ia desligando o telefone, quando me deu um clique: eu simplesmente ouço rádio o dia inteiro. Como o prédio em que trabalho dispõe de um sistema de som central, acabo ouvindo a JB FM direto, como música ambiente. Fiquei na dúvida se falava (pertence ao Tanure?), mas acabei admitindo. “Muda tudo no questionário!” Pelo visto, sou das antigas, mesmo sem radinho de pilha.

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