Um hotel para chamar de seu
Os hotéis, como tudo mais, estão cada vez mais globalizados e padronizados. O lado bom é não ter maiores aborrecimentos com a água que não esquenta, a cama que range, o cheiro de mofo. O lado ruim é que não há qualquer resquício da cultura local no quarto, na recepção ou no serviço prestado por funcionários invisíveis e bem treinados.
Sempre se pode optar por um hotelzinho no centro histórico em vez de procurar uma bandeira conhecida (de Ibis a Marriot, algum caberá no orçamento da viagem). Os hotéis com o dono no balcão ainda resistem, apesar da concorrência. Mas se você é o típico turista acidental, que busca o ambiente mais familiar possível enquanto tira fotos iguais às do guia de viagem, não há o que pensar: hospede-se sempre em hotéis da mesma rede, e as novidades se restringirão às frutas no café da manhã.
Mas se você busca um turismo mais verdadeiro, vem o dilema na hora da reserva: arriscar-se a ser brindado com um quarto sujo? Ter que reclamar por um apartamento melhor depois de horas e horas de viagem? Sim, porque nestes pequenos hotéis, muitas vezes recomendados por amigos, os quartos variam de tamanho e de qualidade de forma aburda. Minha melhor hospedagem em Paris, por exemplo, aconteceu depois que reclamei de um quarto de quina, mínimo e emparedado. Fui transferida para um quarto duplo, de frente, pela mesma tarifa.
Conheço muito viajante de carteirinha que, como eu, tem se rendido às bandeiras de redes hoteleiras internacionais, muitas vezes afastadas do centro. Só não vale sair do hotel para entrar em ônibus de excursão, com guia e turistas brasileiros. Aí já é demais.
No Chile, fiquei hospedada em hotéis de redes locais, com o tal padrão internacional. Em Santiago, especialmente, tratava-se de um típico hotel para executivos, com serviço eficiente e absolutamente seco. As provas da padronização? Cobertas presas à cama e papel higiênico cuidadosamente dobrado em “V” na ponta. Um dia ainda descubro como coisas assim se tornaram padrão
haha, neste quesito somos diametralmente opostas. enquanto lia seu post, lembrava de histórias hilárias que já passei por deixar para definir o hotel quando chegava nos lugares. como uma vez em que fui parar num quarto sem banheiro em paris. c’est la vie! era verão…
mas teve também as boas surpresas. lembro dois quartos que aluguei em residências que hospedavam turistas e que foram verdadeiros sonhos, como em bruges e fontaine de vaucluse (provence)… verdadeiras relíquias. às vezes, o inesperado pode ser um grande aliado. bjs
Comentário de Cláudia — 20 de Maio de 2009 @ 17:56