Fim dos jornais, não do jornalismo
Lembro-me como se fosse ontem. Eu estava de licença-maternidade. Entre uma troca de fraldas e outra, peguei o jornal e levei um susto: a América Online tinha comprado a Time Warner por US$ 124 bilhões. Em segundos, os neurônios se conectaram e, encharcados de hormônios, chegaram à conclusão de que eu teria que mudar de área quando voltasse ao batente no jornal. Eu era setorista de varejo na Gazeta Mercantil, ou seja, cobria o setor de supermercados, shoppings e lojas em geral. Na minha mente excitada com a revolução recém-descoberta lá fora, no mundo além fraldas, todo tipo de comércio migraria para a internet em alguns meses. (…)
Leia na íntegra a minha coluna no Digestivo Cultural.
eu já tinha lido, leio muito Bauman e a sociedade líquida, mas ninguém sabe dizer qual será o futuro dos jornais impressos, de uma coisa temos certeza, o modelo em eras digitais não funciona mais, ninguém deixa sua casa num domingo de manhã cedo para comprar um jornal, ninguém com idade de conversar em msn e ter orkut. Sim, de fato, há muitas informações, mas poucos sabem fazer a triagem ou até mesmo realizar as edições necessárias, o jornalista é importante agora mais do que nunca, mas e os cursos? a quantas andam? será que estão preparando os futuros jornalistas e ou apenas ensinando o lead? conheço jornalistas que não sabem o que é abrir um livro para ler e não saber ler um livro pra pesquisar, não confrontam dados, ideias, historias, assim se tornam igual a qualquer blogueiro de meia noite que fica copiando e colando fotos e textos. Sim, para não esquecer, citei o Bauman para dizer que nada em nosssos tempos atuais é perene, tudo escorre feito água.
Comentário de Ronaldo Magella — 7 de Abril de 2009 @ 12:03