3 de Março de 2009

Bolinhas de sabão

Arquivado sob: Cotidiano — Marta @ 20:32

O ano começou pra valer, dizem. Mesmo assim, o verão cisma de continuar bombando no Rio, como se fossem férias. Tento ignorar, me concentrar no trabalho, quase consigo, quando, de repente…

Bolinhas de sabão. Centenas, por toda a parte. Meu escritório fica no sétimo andar, mas elas passam zunindo em direção ao céu. Vou até a janela e tento identificar o fenômeno. Uma criança jamais teria tanto fôlego, então deve ser um vendedor do produto, com algum demonstrador potente, penso eu.

Nada. Novas bolinhas não surgem, então é impossível achar a sua fonte, embora as primeiras permaneçam brincando com o vento, em plena Visconde de Pirajá. Deixo para lá, volto ao computador, sento, e a festa das bolinhas recomeça, salpicando o cinza dos prédios e alguns pedaços de céu azul.

Na hora do almoço, vasculho a calçada, quem sabe encontro o tal um camelô, mas o mistério continua. As pessoas passam apressadas, afinal o ano já começou e Ipanema não é nenhum parque de diversões.

Só no dia seguinte iria descobrir que as bolhas saíam de um desses painéis de publicidade com relógio digital e temperatura. Propaganda de sal de fruta… Nem sei se é novidade, mas há tempos não me entretia tanto com uma ação publicitária.

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