Réveillon em Copa
Um dos muitos problemas do réveillon em Copacabana, para quem não conhece ou já se esqueceu, é conseguir sair de lá depois da queima de fogos. Por isso, é comum que os “felizardos”, convidados para uma festa (serve o quitinete de um amigo) no bairro, assumam uma estranha tarefa na manhã do dia 31: deixar o carro estacionado, antes que as entradas e saídas sejam fechadas ao trânsito.
Isso mesmo. Um bocado de gente vai para lá cedo, deixa o carro numa vaga, paga uma pequena fortuna e volta para casa. À noite, pega um táxi ou ônibus e, aí sim, ruma para a festa. Na volta, quando as pessoas estarão se estapeando por um táxi, os prevenidos sairão lépidos e fagueiros, exercendo o seu sagrado direito de ir e vir.
Uma amiga nossa, na tarde do dia 31, comemorava o fato de ter um tio morando em Copacabana. E com uma vaga sobrando. “Acabei de deixar o meu carro no prédio dele. É um ponto ótimo, no Corte do Cantagalo, bem perto da saída, nem vou pegar engarrafamento.”
No que o Zé, depois, comentou: “Muito estranho que a melhor coisa de uma festa seja o fato de se conseguir sair dela com facilidade.” Observador, esse meu marido.