De olho nas tags
Publicado por Marta em 26 Jun 2008 | sob: Cotidiano
Yes, as liqüidações de inverno começaram. Hora de checar a conta no banco e calibrar o bom senso.
A mocinha da loja me informa sobre as regras:
- Todas as roupas com tag têm descontos entre 30% e 50%.
Por que diabos “tag” e não etiqueta? Melhor não esquentar. Os anglicismos hoje são tantos que os puristas da língua portuguesa começam a tirar o seu time de campo. Não sou eu que vou implicar, ainda mais se tag, nesse caso, significa desconto. Além disso, comecei esse post (!) com um “yes”. Você tinha reparado?
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Cada vez mais eu não acredito nas liquidações e quando são verdadeiras, as próprias vendedoras compram antes de os clientes conseguirem colocar o olho na peça. Pano rápido, estava fazendo as unhas e uma moça muito falante e bem vestida disse que era gerente de loja tipo clássica. Ela é mais velha do que a faixa etária das vendedoras de lojas que estão “bombando” aqui no Rio e logo disparou a crítica às concorrentes. Veja o que ela me disse: estava esperendo pelo casaquinho-da-sua-vida que a Farm lançaria, de oncinha em estilo plush, tipo roupa esportiva, até que descobriu que havia esgotado no dia do lançamento da coleção de inverno. Não entendeu como, mas não foi difícil descobrir o motivo. E a vendedora não teve o menor constrangimento de revelar: elas compraram todos, uns quatro por loja. E sabe aquela bolsa rosa-bebê que ela queria? Também foram elas que chegaram na frente. “Por isso os clientes não conseguem comprar, na minha loja isso é proibido”, me disse a tal gerente da loja classuda. Agora eu entendi porque, quando a gente tenta encomendar uma peça que não tem tamanho numa loja dessas ela dificilmente chega, principalmente quando se trata de loja com vendedoras tão jovens… Moral da história: o tal casaquinho veio de Belo Horizonte porque a gerente que me contou a história conseguiu encontrar uma vendedora que era, apenas, vendedora. E batalhou pela peça com unhas e dentes até o fim. Ufa, que vida difícil essa das clientes vips!