Marcas do mundo real
Soube que o supertécnico Bernardinho e a jogadora Fernanda Venturini se separaram. Longe de mim querer, nessa altura do campeonato, entrar no time dos fofoqueiros de celebridades. Mas foi impossível não lembrar das ótimas cenas da família “jogando vôlei” com os produtos da Unilever. Comercial, imagino eu, que será arquivado precocemente - se a minha fonte estiver correta.
No fabuloso e perfeito mundo das marcas, não há lugar para divórcios, dissabores, contratempos. O problema é que a vida real às vezes atropela este mundo imaculado, insiste em nos lembrar que valores como harmonia familiar não são adquiridos com um pote de margarina. Aí, babau: fim daquela história de que as marcas vão substituir os valores na aspiração da garotada.
Sei que as empresas avaliam um bocado seus riscos quando escolhem um garoto-propaganda conhecido. Volta e meia uma marca se dá mal: o ator é pego com drogas, o cantor espanca um fotógrafo, o jogador cai em desgraça no início de um contrato. Mesmo assim, parece, a associação a celebridades vale a pena.
Melhor para a sanidade dos telespectadores/consumidores, que podem se identificar com seus ídolos e depois perceber que são … humanos! Para as marcas, imagino, os danos não são tão grandes. Sempre estaremos prontos a embarcar em novas fantasias - cientes de que são apenas fantasias.