A tia da Sukita
- Se você trabalhou no Globo, deve conhecer o meu sogro – disse a minha colega do inglês.
Fiquei esperando que citasse algum de meus chefes, quem sabe um redator da antiga, mas falou o nome de um repórter que regulava com a minha idade.
- Não pode ser a mesma pessoa. O que eu conheço não tem idade para ser sogro de ninguém – afirmei, categórica.
Mas era. Teve filho cedo, e o rapaz agora namorava a menina da minha sala na Cultura Inglesa – um curso para adultos, diga-se de passagem. Pelo menos não eram casados. Ainda.
Demorei para me conformar. Continuava buscando uma forma de descobrir que se tratava de outra pessoa. Percebi que a menina não entendia o meu espanto. No seu ponto de vista, devo ter o dobro da sua idade, então eu poderia ser até uma… sogra! Mas a minha filha tem só 8 anos, tive vontade de gritar.
Olha que não sou dessas loucas que quer parecer mais nova, e costumo ter orgulho dos meus 42 anos. Mesmo assim, demorou para cair a ficha. Senti-me como aquele “tio”, do comercial da Sukita.
Aliás, ainda existe Sukita? Melhor não perguntar para a colega do inglês…
Oi Martinha, eu como mãe precoce, tive que me acostumar a ser chamada de sogra. E, pior, pelos folgados que paqueram minha filha na rua. Não fosse suficiente, outro dia me peguei pensando que querida ser avó. Sei lá, mil coisas. Que a Gabi não nos ouça.
Comentário de Andréa — 8 de Abril de 2008 @ 17:43
Nossa, é mesmo, Andréa, você já é “sogra”! Que susto, né? Agora, a idéia de ser avó é mesmo interessante… beijão
Comentário de Marta — 8 de Abril de 2008 @ 17:58
Marta, quem é o amigo? Eu tb conheço?
Ah, meninas, eu tb quero ser avó… hehehe…
Vai ser a única chance de eu ter um bebê no colo de novo…
Comentário de Cris — 9 de Abril de 2008 @ 20:19