18 de Março de 2008

Que comercial faz você feliz?

Arquivado sob: Cotidiano — Marta @ 15:18

Quando eu cobria a área de publicidade, as campanhas institucionais - aquelas que não vendem nada descaradamente - eram consideradas uma ousadia, uma aposta de longo prazo nas marcas. Agora, a gente liga a TV (quando liga) e é aquele show de imagens idílicas ou descoladas, jingles poéticos, crianças correndo na praia, jovens fazendo caretas fofas.

É uma espécie de releitura dos antigos comerciais de margarina, só que de empresas de telefonia, bancos, supermercados. No início, os filmes até emocionam. Mas, depois de algumas repetições, parecem tão … falsos! Igualzinho àqueles vídeos corporativos, mais mambembes, que as companhias ainda adoram exibir em seus eventos.

2 Comentários »

  1. Na boa, eu acho que esse tipo de comercial nunca vai mudar. Acho que deve dar muito retorno ou sei lá o que. Também não consigo entender o que tem a ver crianças passeando no parque com contas de banco, por exemplo. Será que eu sou tão superficial a ponto de não entender a fundo a verdadeira idéia do comercial? :D

    Comentário de — 18 de Março de 2008 @ 16:12

  2. Hoje ainda comentava sobre isso. Nesse meu novo mundo de responsabilidade social corporativa, uma das (tantas) coisas (algumas mais do que absurdas) mais horrendas é a expresão:

    “atitude é que faz a diferença”…

    sempre penso no que é atitute?
    não entendo quando se diz que a modelo X tem “atitude”
    ou quando a empresa Y preza a atitude de seus “colaboradores” - aliás, colaboradores é um termo HORROROSO. Se eu pudesse, acabava de vez com essa palhaçada de chamar os EMPREGADOS de colaboradores. Aliás, Martha, eis um tema para um post seu. Afinal, se não estou errada, colaborar é um ato voluntário sem remuneração. Logo… Bem isso é outro assunto.

    Na linha das campanhas sem sentido e dos vídeos chatos… Bem, ainda bem que os “manda-chuvas” não perceberam isso, já que nos garante os empregos para melhorar a “imagem” da companhia, “a percepção junto aos públicos interessados” ou “formadores de opinião”.

    Comentário de Bonança — 31 de Março de 2008 @ 21:32

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