1 de Fevereiro de 2008

Carnaval sem estrada

Arquivado sob: Rio — Marta @ 14:12

Para os que adoram falar que tudo no Rio piorou, aí vai uma constatação: o carnaval melhorou. Os saudosistas vão lembrar de tempos mais “autênticos” das escolas de samba, dos concursos de fantasias ou dos bailes de salão.

Mas tudo isso era fechado, pago! Na prática, o carnaval do carioca era transmitido pela televisão. Carnaval de rua era coisa de um passado distante, dos nossos avós, ou de meia dúzia de bebuns que ainda perambulavam pelo centro.

Na prática, todo mundo se mandava do Rio, pegava a estrada. Os blocos se resumiam a Suvaco e Simpatia, com saídas providencialmente marcadas para antes do carnaval. “Para onde você vai viajar?”, era a pergunta de praxe, quando ia chegando o feriado. Até na TV, o carnaval era caidaço - todas as piadas sobre a fantasia do Clóvis Bornay ou a desanimação do baile do Hawai já haviam sido feitas.

Agora, não. A garotada pega o roteiro dos blocos, inventa uma “quase fantasia” bem fresquinha, e passa o dia cantando marchinha com lata de cerveja na mão. OK, tem o cheiro do xixi, o engarrafamento, a superlotação. Mas você queria o quê? Carnaval com ar condicionado?

Pensando bem, não chega a ser má idéia. Depois de gastar minha cota de animação no pré-carnaval, estou programando algumas boas horas no escurinho – e fresquinho – do cinema, colocando os filmes em dia para o Oscar…

Sem Comentários »

Ainda não há comentários

RSS de comentários deste artigo. URI para link desta publicação:

Deixe um comentário

Espuminha | Dicas, atualidades e assuntos para o café