Esses coleguinhas…
Publicado por Marta em 22 Nov 2007 | sob: Jornalismo
Uns anos atrás escrevi um artigo para o Comunique-se, site de comunicação e jornalismo, sobre os efeitos do enfraquecimento das redações, enquanto as assessorias de imprensa se fortaleciam. Não sei como, mas um assessor conseguiu achar, naquele texto, uma grave ofensa ao trabalho das assessorias.
O que se seguiu foi uma baixaria sem fim nos comentários. Alguém, que eu não conheço, tentou me defender, retrucar que ele não havia entendido o artigo. O sujeito ficou ainda mais ensandecido.
Acompanhei tudo perplexa, e completamente arrependida daquela minha primeira incursão na internet. Mas aprendi uma lição: todo cuidado é pouco quando se trata da relação entre jornalistas e assessores.
Por isso, depois que escrevi o post abaixo, fiquei pensando: alguém pode ficar ofendido por eu ter citado um assessor incompetente? Achariam que é uma generalização?
Hummm, todo cuidado é pouco… Além disso, tenho uma penca de amigos em assessoria – a maioria, na verdade, já que depois dos 40 poucos agüentam ficar em redação.
Por isso, agora vou falar mal dos jornalistas. Sim, aquelas figuras odiosas e sem coração, capazes de tudo por um furo – chegaram até a matar a Lady Diana!
Brincadeirinha…
Mas de fato existem boas histórias de maus jornalistas. Hoje, na coluna Gente Boa, do Globo, tem uma: no lançamento do livro do Nelson Motta, uma repórter encontra Marília Pera na fila dos autógrafos e dispara: há quanto tempo conhece o autor? Ela responde: “Fui casada com ele, temos duas filhas…”
Mas quem espinafrou mesmo a categoria recentemente foi a ginasta Jade Barbosa. Ela contou ser perseguida há anos por repórteres que cochicham em seu ouvido, quando sobe ao pódio: “Você pensou em ganhar essa medalha para a sua mãe?”
A mãe de Jade, que tem 16 anos, morreu quando ela tinha 11. “Eles sempre tentam me fazer chorar”, desabafou a menina.
Em mesa de bar, os jornalistas sempre têm histórias terríveis de coleguinhas, algumas bem mais próximas. Quem quiser saber de alguma, é só puxar a cadeira.
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Ah! Marta! Por que há tão poucos jornalistas como você?
Saudades
CZioni
Cecília querida, também tenho saudades, de você e de tanta coisa mais… beijos!