Saia pela porta da frente
O filme “papo-relação” do momento é “O passado”, de Hector Babenco. As mulheres são insuportavelmente dominadoras e neuróticas. O homem-vítima, vivido pelo gracinha Gael Garcia Bernal, é um sujeito de personalidade fraca, que suporta calado todo tipo de devaneio feminino.
Como sempre acontece nos amores caracterizados pela dobradinha dominador-dominado, de longe os relacionamentos parecem inverossímeis. Como alguém se submeteria - e estimularia - aquela situação? Mas acontece, sim, de forma assustadora.
Não estamos falando de uma característica feminina ou masculina, mas humana. Mulheres também se submetem ao jugo masculino - no passado (!), então, com bastante freqüência.
Em outro filme, que gostei mais, a situação inversa é exposta com o mesmo tom caricatural (perfeito para contar histórias assim), mas com um toque de delicadeza.
Em “Garçonete” logo simpatizamos com a personagem título e tentamos compreender a sua submissão, atribuindo-a à ameaça física ou financeira imposta pelo marido neurótico. No final, fica claro que não existe dominador sem alguém disposto a ser dominado. Quando se encontra uma motivação, basta sair pela porta da frente.
No caso da garçonete, a força vem de um bebê, que ela pensa odiar. O filme é especialmente tocante para mulheres-mães. Só elas já sentiram aquela energia sobre-humana, que surge do nada, nos momentos críticos da maternidade.
Para quem gostou de “Pequena Miss Sunshine” ou de “O fabuloso destino de Amélie Poulin”, o filme é imperdível.
Boa sessão de cinema.
Tb fiquei com pena do rapaz do filme, dá vontade de levar prá casa hehehe. As mulheres do filme são completamente loucas!!!!!!!!!!!!! E quantas conhecemos assim??? Muuuuuuuuuuitas.
Comentário de Mônica Rodrigues — 19 de Novembro de 2007 @ 10:59