Mimos inocentes
Publicado por Marta em 29 Out 2007 | sob: Jornalismo
O valor do mimo foi o mesmo: R$ 200.
Em São Paulo, jornalistas presentes numa coletiva da Mattel (com a imagem arranhadíssima por conta de consecutivos recalls de brinquedos) ganharam um boneco da Vila Sésamo na saída. No dia seguinte, o fato era relatado na coluna de Daniel Castro, da Folha, com o título “Jabaculê”.
Em Brasília, no mesmo dia, um grupo de senadores foi assistir ao espetáculo “Alegría”, do Cirque du Soleil, por conta da TAM (com uma penca de interesses na pauta do Congresso). Rendeu notinha no Correio Brasiliense, com o título “Alegria, alegria!”
Não adianta um código de ética estabelecer parâmetros para separar brindes inocentes de jabás mal-intencionados. Podemos ficar horas discutindo se R$ 200 influenciam um jornalista ou senador. O fato é que, depois que sai no jornal, fica tudo com cara de escândalo.
Como diz o ditado, “à mulher de César não basta ser honesta; tem que parecer honesta”…
Em tempo, coleguinhas: perdoem-me a comparação entre senador e jornalista. Mas estava quicando na área…
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E uma coisa que também me chateia, porque não vejo ninguém reclamar, é o constrangimento a que o jornalista se expõe e/ou se deixa expor, retirando brinde na saída…
Já estaria na hora de assessores perceberem - se não a inconveniência - a cafonice dessa coisa!
CZ
Putz, cafonice é uma ótima palavra para esse ritual. Você tem toda razão.