27 de Setembro de 2007

Placar final: 1 X 1

Arquivado sob: Viagens — Marta @ 15:10

Ainda sobre a polêmica Londres X Paris, duas historinhas.

Sobre (falta de) educação:

Estava no ponto de táxi em Paris, ano passado, e não acreditei quando o motorista arrancou com o carro, ao perceber que a passageira se abaixara para pegar várias sacolas de compras. Condoída, corri para abrir a porta do táxi seguinte, já que a mulher continuava com as mãos ocupadas. Ela quase me bateu. Achou que eu ia passar a sua frente. Minha amiga Karina explicou-me: “eles não estou acostumados a este tipo de gentileza…”

Já em Londres, confirmei a fama de educação extrema dos ingleses. Quando esbarra-se em alguém na rua, mesmo que desastradamente, o outro pede desculpas. Não cheguei a testar uma cotovelada, mas, se bobear, ia ouvir um “sorry”. É tanto sorry pra lá, sorry pra cá, que acabei ficando condicionada. Por alguns dias desandei a pedir desculpas diante de qualquer ameaça de esbarrão em Ipanema.

Sobre charme:

A idéia era almoçar na Harrods. Quando descobrimos que havia 29 restaurantes e cafés dentro da loja de departamentos inglesa, ficamos um tanto perdidas. Acabamos escolhendo um dos mais baratinhos para degustar uma salada básica (mais de R$ 60!) e combinamos de comer a sobremesa no café mais charmoso que houvesse por lá. Sem perceber, paramos na Ladurée, francesíssima.

O lugar era tão fofo que logo empunhamos nossas câmeras digitais. A garçonete brasileira (com bandeirinha de Portugal na lapela, porque a loja não tem a brasileira) nos avisou que fotos eram proibidas, “para ninguém imitar a decoração”. Pensando bem, fotografar café francês em Londres…

Pelo menos minha amiga Simone tinha acabado de comprar descolados utensílios de cozinha numa charmosa loja inglesa, a Habitat, consolamo-nos. Depois, no Brasil, descobrimos que a Habitat também é francesa…

1 Comentário »

  1. Qual turista que não uma história típica de turísta pra contar? Senão não seria turísta. Toda vez que viajo eu passo por uma,por isso acredito que turísta está fadado ao sofrimento de alguma forma,com maior ou menor intensidade.
    Esse texto da marta me lembra minha primeira vez em São Paulo, justamente na casa dela. Eu fui acompanhando meu marido que foi para um congresso, primeira vez dele tbm em SP.
    Chamamos um táxi para cada um, descemos para esperar os táxis. Ele ía para o congresso e eu para o shopping. Qdo para nossa surpresa em menos de um minuto os táxis chegaram. Ele entrou num e eu noutro. E fomos os dois para o mesmo lado, um seguindo o outro. Os dois jecas não sabiam que o shopping era praticamente ao lado do local do congresso. Pra completar qdo voltamos ficamos sabendo que os táxis que chamamos pelo telefone chegaram muito depois que a gente já tinha saído e ficaram infernizando a pobre da empregada da Marta, que achou que a gente tinha caído no fôsso do elevador, pq a gente simplesmente sumiu. A gente não sabia que em SP é só colocar o pé na rua e chove táxi em cima de vc. AFFF!
    Comprar coisinhas francesas em Londres não é nada perto desse King Kong que nós pagamos.

    Comentário de Graciela — 28 de Setembro de 2007 @ 16:33

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