O destaque do Jornalistas & Cia de hoje (link ao lado) é a notícia de que a Forbes brasileira foi “descontinuada”. Parece que pegou a mania de falar em “descontinuação”, quando uma publicação é fechada e todo mundo vai para o olho da rua…

O eufemismo, claro, é dos patrões. Já imaginou alguém chegando em casa e dizendo: “Meu bem, a revista em que trabalho foi descontinuada”. Só faltava a esposa responder: “Oh, então você terá seus serviços dispensados e irá em busca de novos desafios!”

Em matéria de eufemismos, sempre me lembro da arquiteta que fez uma obra lá em casa, que jamais usava o termo “barato” para distingüir um produto. Com ela aprendi que o chique é dizer “em conta”. Então já sabe: se estiver comprando em um lugar sofisticado, você pode até pedir uma opção barata, mas jamais use este termo. Pergunte se tem algo mais em conta…

Mas voltando à nova proeza do mega-empresário das comunicações Nelson Tanure (céus, onde fomos parar?), uma espécie de Midas ao contrário (o que seria o extremo oposto de ouro? Hummmm…), não sei o que é mais triste: a notícia do fim da Forbes ou a de que a revista Domingo, do JB, será editada em São Paulo.

Nada contra os jornalistas (muito competentes, por sinal) que migrarão da Forbes para a Domingo. Mas, caramba, alguém lembra o que era a Domingo, nos bons tempos do JB? Carioquíssima, descobria e ditava modismos, escolhia a musa do verão, parecia nascer das areias de Ipanema…

Tomara que os assessores de imprensa do Rio pelo menos consigam emplacar pautas cariocas na revista. Aliás, viva os assessores, que estão mesmo substituindo os jornalistas das redações!