Não sei o que é a dança do siri. Demorei um tempo para descobrir que a tal Grazi é uma ex-BBB e morro de preguiça diante da idéia de gastar o meu tempo com um Alemão que começou a ser citado por aí. Ainda dá para passar batida ou ele já ultrapassou os 15 minutos de fama?

Meu problema é não querer ficar totalmente por fora. Tento folhear alguma “Caras” no salão e dar uma zapeada nos canais abertos de vez em quando, nem que seja para assistir os comerciais – que de fato eu curto ver. Talvez devesse colocar uns cinco minutos de Faustão no meu domingão. O duro é lembrar, e perder meu precioso tempo com isso.

Não acompanhar a novela das oito já não parece tão grave quanto antigamente. Se alguém ou algo relacionado à novela for realmente notícia, acabo esbarrando com o assunto numa revista semanal, ou na internet. Ultimamente, a notícia tem sido a queda na audiência… Ou seja, com a segmentação das mídias, talvez eu possa ficar um pouquinho por fora. Agora não sou a única.

Guardo um trauma de ter ignorado completamente o fenômeno dos Mamonas Assassinas. Nunca vou esquecer quando fui acordada pelo meu chefe, de madrugada, porque o avião do grupo tinha caído em São Paulo. “O que é mamonas assassinas?”, perguntei sonolenta, tentando entender o motivo da convocação. No meio da comoção do velório, jurei que nunca mais ficaria tão alheia aos fenômenos populares.