Agosto 2007
Arquivo Mensal
Dicas, atualidades e assuntos para o café
Arquivo Mensal
Publicado por Marta em 31 Ago 2007 | sob: Cotidiano
Quem já tentou vender ou alugar um apartamento conhece o tipo – aliás, os tipos, porque em geral eles são um casal. Trata-se do turista imobiliário. Os dois acordam cedo no domingo, cheios de disposição, e tomam o café com jornal na mão, de caneta em punho.
Decifram com facilidade aquelas abreviações malucas dos classificados, assinalam suas vítimas e partem contentes para visitar os imóveis que jamais vão comprar ou alugar.
A mudança é um plano remoto, quase um sonho, mas eles se dedicam ao programa com tanto profissionalismo – perguntam detalhes, trocam impressões pertinentes entre si – que enganam até corretores experientes no mercado.
Nada contra o velho e bom escapismo, mas acho que ele pode ser praticado com menos cara-de-pau. Quem sabe lendo revistas de viagem, só para escolher aqueles destinos exóticos impossíveis, ou detalhando o projeto perfeito da pousada ou do barzinho próprio, entre um chopinho e outro com os amigos.
Mas, para o turista imobiliário, não basta folhear revistas de arquitetura e decoração. Quando criaram mostras do tipo “Casa Cor”, achei perfeito. Agora seria possível assumir o sonho, entrar numa casa maravilhosa (assim, como se fosse amigo do dono), e “roubar” algumas idéias para transformar o seu apartamentinho básico num ambiente de novela.
Outra opção que vem se sofisticando é o lançamento imobiliário com “apartamentos decorados no local”. Hoje morri de rir com o depoimento do Jefferson Lessa, no Globo, sobre sua ida a um desses estandes – na Barra, claro. O programa tornou-se uma espécie de Casa Cor, com direito a passeio pelas futuras instalações do condomínio em um carrinho de golfe!
Imagino que 99% dos visitantes desses lançamentos são turistas imobiliários, mas, pelo visto, vale a pena montar uma mega-estrutura para fisgar o outro 1%. Se bobear, o entra-e-sai de pessoas (duras, mas com roupa de domingo…) deve até ajudar construtoras e corretores nas suas vendas.
Então, se você é um turista imobiliário, seus problemas se acabaram-se!!! Siga para o lançamento de condomínio mais próximo, e poupe os pobres (?) proprietários que realmente precisam vender ou alugar o seu imóvel!
Publicado por Marta em 30 Ago 2007 | sob: Comportamento
Ainda crio uma página no blog em homenagem ao Pedro Bloch…
O papo começou com o motivo do feriado de 7 de setembro. Minha filha cismou que já houve uma “independência do Brasil” este ano. “Você está confundindo. Eu tinha te contado sobre o descobrimento do Brasil. Mas aí não é feriado.”
“Por que não?” Na fase dos porquês, a conversa demora a acabar… “Ah, não é tão importante. O Brasil foi descoberto pelos portugueses, mas os índios já estavam aqui, e depois vieram os negros da África. Somos uma mistura de raças.”
“Que nem vira-lata?” Pano rápido.
Publicado por Marta em 29 Ago 2007 | sob: Comportamento
Essa foi hoje, na academia:
- Fez luzes no cabelo…
- Nossa, que raro um homem reparar nessas coisas!
- Por isso que eu sempre me dei bem com as mulheres…
Não é à toa que o personal trainer tomou o lugar do padeiro, nas piadas de Ricardão…
Publicado por Marta em 29 Ago 2007 | sob: Comportamento
Sempre tento manter certa distância dos pessimistas. O diabo é que eles costumam ser pessoas inteligentes e cheias de bons argumentos.
Consta que há uma onda de pessimismo entre os intelectuais, que teriam chegado à conclusão de que o Brasil não tem mesmo jeito. É claro que eles têm uma lista de evidências para comprovar a tese.
Não consigo deixar de lembrar que, ao mesmo tempo, o povão nunca esteve tão feliz, sem inflação e com bolsa-família (e não lhe interessam digressões sobre os efeitos da esmola ou do ensino sem qualidade).
Ao ler um artigo do Zuenir Ventura sobre o assunto, no Globo de hoje, percebi o que mais me incomoda nessa onda toda: “O perigo é você ficar com tanta certeza de que não vai dar certo que acaba torcendo para não dar, inconscientemente.”
Publicado por Marta em 27 Ago 2007 | sob: Femininas
Eureca! Depois de conversar com a enésima amiga bonita, interessante, inteligente, divertida e ainda solteira, me deu um clique. Descobri o motivo para o fenômeno. Não passa por estatísticas do IBGE, não está nos episódios de Sex and the City nem na pilha de livros com capa cor-de-rosa à venda.
A explicação é a seguinte: há tantas mulheres interessantes sozinhas quanto homens interessantes mal-casados. Simples assim.
Quando não estão satisfeitas com seus relacionamentos, essas mulheres partem para outra, vão em busca de algo melhor. Já os homens interessantes permanecem com mulheres tolas e chatas por vários motivos: acomodação, falta de coragem, culpa por terem se comprometido um dia com suas namoradas/esposas – nessas alturas, já mães de seus filhos.
Às solteiras ou descasadas interessantes sobram os homens malas – que foram desprezados por outras interessantes e também pelas chatas espertas e chantagistas (que fisgaram seu homem com aquelas táticas femininas que todos conhecem). A outra alternativa é o homem comprometido, que dificilmente vai largar sua mulher oficial, pelos motivos expostos acima.
As bonitas e interessantes que não encontram a sua cara-metade acabam entrando em crise. Aí vão ao analista, desabafam com as amigas e descobrem que o problema não é delas. Tratam de se cuidar e ficam ainda mais bonitas. Enfiam a cara no trabalho e ficam ainda mais interessantes.
Dizem que, quando chegam nessa fase, elas assustam até os eventuais homens interessantes que por acaso estejam dando sopa por aí.
Que desencontro, né?
Publicado por Marta em 23 Ago 2007 | sob: Femininas, Cotidiano
Adoro reunião de pais. Sempre que confesso a minha empolgação com o programa, sinto os olhares de espanto e preocupação à minha volta. “Será que ela bate bem?”, pensam os amigos.
Na época do maternal, tudo se resumia a tentar descobrir, via professora, como a minha bebezinha se comportava longe de mim. Nada que uma câmera oculta não fizesse melhor.
Com o tempo, porém, comecei a perceber que a reunião de mães (os pais que se aventuram raramente costumam voltar) poderia ser ainda mais divertida, se observada com olhares antropológicos.
Afora as oportunidades para saber a quantas anda a minha filhota, aproveito ao máximo o contato com as outras mães, numa espécie de pesquisa particular sobre os tipos existentes.
Há mães que não querem saber nada sobre o seu filho (o que elas não saberiam ainda?), mas apenas contar suas gracinhas e reafirmar publicamente que o pimpolho é superior a todos os outros. São umas figuraças, esperando uma brecha para contar uma história sem graça, que as outras fingem achar interessante por pena ou cumplicidade.
Algumas caem do cavalo, é claro. “O Júnior anda numa fase tão carinhosa comigo… Ele melhorou muito de comportamento, não é mesmo?”. A professora dá um sorriso amarelo. “Bem, ontem ele deu um soco no estômago da Júlia…”
Como numa coletiva, as perguntas das mães são a maior bandeira da sua pauta de prioridades para o filho. Quem sonha com um filho artista gosta de perguntar sobre as “atividades lúdicas”. A mãe analista de sistemas quer saber quando as crianças vão aprender contas de multiplicar.
E tem aquelas que fazem humor involuntário. “Nesta fase, meninos e meninas não estão mais brincando juntos”, observei, tentando me enturmar na primeira reunião da escola nova. “O meu filho disse que quem brinca com menina é gay”, explicou, resignada, a mãe ao meu lado.
A minha gargalhada ecoou, um tanto exagerada, ninguém mais riu e achei melhor ficar calada até o fim da reunião. Já tinha me divertido o suficiente.
Publicado por Marta em 22 Ago 2007 | sob: Jornalismo
Mais um jornal vai fechar o seu conteúdo na internet. A partir de 29 de agosto, é a vez de O Globo ficar restrito aos assinantes. Quantas assinaturas a mídia impressa ganha com esse tipo de atitude?
Essa história de obrigar o internauta a comprar conteúdo me lembra os primeiros shopping centers. Nessa indústria, a regra era colocar pisos escorregadios e jamais oferecer um lugar para sentar. Assim, o consumidor seria obrigado a andar sem parar e devagar, olhando as vitrines, e acabaria entrando nas lojas para comprar.
Hoje o varejo sabe que ninguém compra nada obrigado – mas compra quando está feliz. Daí o esforço para fazer do “programa shopping center” uma experiência agradável, com direito a lounges (leia-se sofás) confortáveis no meio do caminho.
Como os jornais vão colocar lounges em seus sites, e transformar a felicidade dos visitantes em dinheiro, eu não sei. O fato é que os grandes jornais estão perdendo a oportunidade de usar um conteúdo de qualidade como diferencial na internet - com um potencial infinitamente maior que o papel.
É claro que alguém, com uma visão menos imediatista, vai ocupar o lugar que seria deles. E, depois, encontrará uma forma de ganhar dinheiro, como fizeram os meninos do Google.
Publicado por Marta em 21 Ago 2007 | sob: Rio, Cotidiano
- Quanto sai essa caixa com sorvete? O quê? Cada bola custa R$ 7?
Pois é, na Mil Frutas da Garcia, custa. Ela continuou tentando uma solução, enquanto a filha adolescente começava a devorar uma casquinha dupla, de supostos R$ 14.
- Posso levar a caixa maior, mas com menos bolas de sorvete, espalhando bem? É só um agrado para uma pessoa, porque não quero chegar de mãos abanando, sabe como é.
Nisso, a adolescente já tinha saído de fininho, morrendo de vergonha do “mico”.
- Não dá? É que a outra é muito pequena, vou ficar sem graça de chegar lá com uma caixinha…
Impasse.
- Então você pode me dar uma nota fiscal como se fosse um almoço, e não sorvete? Para mim isso é trabalho, sabe. Eu nem queria falar, mas é para o Nelson Motta, que adora o sorvete daqui.
A vendedora liga para a gerente. “Dá para liberar uma nota fiscal?”. Arqueia as sobrancelhas, sem graça.
- Sinto muito, senhora.
A filha já estava da cor do sorvete de morango, quando a mãe pagou a casquinha - e só a casquinha. Nelson Motta, coitado, ficou sem sorvete.
Publicado por Marta em 20 Ago 2007 | sob: Comportamento
Descobri há pouco tempo que a minha pontualidade poderia ser um defeito.
Primeiro, tentei ser mais flexível em relação ao assunto: se o compromisso é informal, com um amigo sabidamente atrasadinho, por que não desconsiderar a aparente rigidez do horário marcado?
Não deu certo. Mesmo o atraso programado e cronometrado me faz mal. Na hora marcada, a apenas alguns minutos do local, fico estressada. Tenho medo de o atraso ser excessivo, de o amigo por acasíssimo ter chegado na hora, enfim, sofro com a situação.
A solução que tenho adotado ultimamente é evitar o sofrimento da espera – mais controlável que o de estar atrasada. Chego no horário certo (ufa, que alívio) e procuro não ficar irritada com o atraso alheio. Na verdade conto com ele. Levo alguma coisa para ler e espero tranqüilamente meia hora, antes de pensar em ligar para checar se houve algum engano ou contratempo.
Nem sempre foi assim. Já tive discussões terríveis com atrasados contumazes e cheguei a colocar em dúvida a nossa amizade (que falta de consideração!). Agora, para aqueles que aparecem esbaforidos, aflitos, juro que acabei de chegar.
Sim, porque já me senti culpada de ser pontual, acreditem. A cena era a seguinte: o atrasado finalmente chegava e se desculpava. Como a minha irritação, sedimentada ao longo de 40 minutos, não sumia instantaneamente, eu passava a ser o motivo do desconforto – ele ali, arrependido, e eu esbanjando incompreensão e mau humor, que absurdo.
Ser pontual é um problema maior no Rio do que em São Paulo, claro. O típico atrasado/enrolado é alguém tolerado no Rio, enquanto que o sujeito “excessivamente pontual” é logo taxado de meio “paulista”.
Em São Paulo, o atrasado típico passa por algumas situações constrangedoras e está sempre tentando se emendar. Continua atrasado, mas vai avisando do problema pelo celular (embora você já esteja plantado no local combinado) ou pede desculpas convincentes.
A fama do carioca atravessa as fronteiras. Lembro da preocupação que causei numa viagem à Alemanha, quando souberam que a jornalista que iria entrevistar o presidente mundial da Nivea, além de brasileira, era carioca.
Para me conscientizar sobre a rigidez dos horários alemães, o presidente da subsidiária brasileira (o atual presidente da Philips, Paulo Zottolo, por sinal atolado em gafes desde que se vinculou ao movimento “Cansei”) chegou a me mostrar a programação dos executivos na véspera. Os “charutos após o jantar” estavam agendados para 8h47 da noite.
É nessas horas que faço bonito – para os padrões alemães – e chego 15 minutos antes. Já numa festa carioca, é capaz de eu ter que me desculpar, se chegar no horário marcado e o anfitrião estiver tomando banho…
Hummm, será que deveria me preocupar? Os cariocas já me acham meio paulista. Daqui a pouco os paulistas vão me achar meio alemã, céus!
Publicado por Marta em 17 Ago 2007 | sob: Comportamento
“De onde vêm as melhores idéias”. “Seja criativo ou morra”. Com títulos como esses, nem precisa dizer que li, de cabo a rabo, as duas matérias.
A primeira é uma entrevista na Época desta semana com Richard Ogle, um lingüista inglês que está lançando o livro “Smart World”. “As idéias estão no mundo. A criatividade surge da associação delas”, afirma ele.
A outra matéria, no caderno Fim de Semana do Valor há algumas semanas, também se referia a um livro, do americano Richard Florida, que defende, em “The rise of criative class”, que a criatividade é o ativo-chave para a nova era.
É o tipo do assunto que o mundo corporativo adora, e esses escritores logo tornam-se gurus, dão consultorias, palestras e ficam milionários. É engraçado, porque quem tem contato com esse universo sabe que o lugar mais improvável para a criatividade é uma empresa.
Mas esses novos gurus não são picaretas. Eles estão certos. Só que talvez o desafio não seja ensinar as pessoas a serem criativas e capazes de associar idéias. E sim fazer com que não percam algo que é muito natural nelas, numa fase da vida em que a curiosidade não foi sufocada ainda pelo aprendizado que sistematiza e classifica todo o conhecimento.
Bem, agora preciso confessar que esse narigão de cera é para falar da última gracinha da minha filha. Mas eu caprichei, admitam. Pois é, ela me contou outro dia, rindo, que ia falar a palavra “cachoeira” e sem querer saiu “cachoíris”. “Cismei de falar errado essa palavra”, achou graça novamente. “É uma palavra bonita, que você inventou”, incentivei.
Ontem, para minha surpresa, achei no seu quarto um lindo desenho, muito colorido. Era o cachoíris! Um arco-íris que se transformava numa cachoeira, no meio de uma paisagem rica em detalhes, cheia de fadinhas, montanhas e até um restaurante (com plaquinha e tudo)!
A mãe coruja aqui babou, claro. Nenhuma nota dez em matemática me deixaria mais feliz. Aí pensei: como uma empresa hoje conseguiria fazer os funcionários inventarem os seus cachoíris? Difícil. Talvez devessem voltar para a escolinha primária.
Publicado por Marta em 15 Ago 2007 | sob: Jornalismo
É estranho. Estamos distantes das eleições e há muito tempo não vejo os coleguinhas tão divididos politicamente.
De um lado, estão os revoltados com a oposição que os grandes veículos fazem ao governo Lula. De outro, os enojados com tudo o que diz respeito a Lula e PT, e que acreditam (e escrevem) piamente em qualquer notícia turbinada contra o governo.
Não querendo ser tucana (meu passado atesta que não é minha praia), mas apenas libriana (rimou…), não dá para ficar no meio do caminho? Ou seja: criticar os absurdos do governo e também a manipulação das notícias?
Afinal, não tem eleição amanhã. Ninguém precisa escolher um lado e sair por aí fazendo boca-de-urna.
A propósito: como estará a cabeça do povão, que se informa pelos grandes veículos e gosta do governo Lula? O que pensa sobre o caos aéreo, o caso dos boxeadores cubanos etc?
Publicado por Marta em 14 Ago 2007 | sob: Rio
Já que agora todo mundo fala das maravilhas do Rio de Janeiro, aí vai o meu voto: nada se compara ao céu cor-de-rosa, pincelado em cima do mar de Ipanema, no final das tardes de outono.
Sorry, amigos de Sampa…
Publicado por Marta em 13 Ago 2007 | sob: Femininas
Ao desfazer as trancinhas da festa junina, minha filha se deparou com ondinhas nos cabelos, normalmente escorridos - daqueles que o mulherio gasta horas no salão para ficar igual. Foi uma alegria. Depois, veio o lamento: “Como eu queria ter cabelos ondulados…”. De nada adiantou a minha argumentação de que cabelo liso está na moda, que muitas meninas dariam tudo para estar em seu lugar.
Depois, observando melhor, achei que o volume lhe caía bem, emoldurava o rostinho delicado. Ou, quem sabe, ficou bonito por conta do sorriso, iluminado pela descoberta das ondinhas.
De qualquer forma, trata-se de um daqueles casos em que as crianças têm sua razão. Essa ditadura dos cabelos lisos já ultrapassou o bom senso estético. Às vezes vemos mulheres com o cabelo tão esticado que cada defeitinho do rosto fica mais evidente. Afinal, o cabelo não era conhecido como a moldura do rosto? Alisando tanto, adeus moldura…
É difícil se distanciar da moda, ainda mais quando ela vigora há alguns anos. Eu mesma adoro o meu cabelo bem domado, e sou adepta de uma escova básica, caseira – que aprendi a fazer a duras penas, para não ir à falência no salão.
Mas, convenhamos, muitas vezes somos vítimas da moda. Basta olhar para o passado. Quem não observou, em um filme dos anos 70, como as mulheres ficavam horrorosas com aquelas sombras azuis em cima dos olhos? Parecia que tinham levado um soco em cada olho.
Puxando pela memória, podemos resgatar modismos que chegavam a deformar as mulheres, como as roupas com ombreiras, que as tornavam tão femininas quanto jogadores de futebol americano. Ok, confesso, tive muita roupa com ombreira, incluindo um sutian (!) com as almofadinhas acopladas…
Será que o cabelo superliso também vai ser motivo de piada no futuro? Do que nossos filhos e netos podem rir um bocado, vendo nossas fotos daqui a 30 anos? Arrisco alguns palpites: as calças compridas que mostram os “cofrinhos”, os óculos escuros enormes que tapam metade do rosto, as batas que deixam todas as mulheres ligeiramente grávidas… Que mais? Registrem suas apostas!
Publicado por Marta em 10 Ago 2007 | sob: Femininas
Uma amiga, leitora do Espuminha, me mandou um email carinhoso e elogioso, no qual dizia que eu parecia a mulher maravilha. Isso porque tinha tempo para ser mãe, trabalhar, freqüentar a academia, ir ao cinema e ainda manter um blog! Nossa, assim, digitando, parece mesmo que sou a tal.
Mas não é nada disso!!! Estou sempre entrando na academia justamente porque acabo saindo. No trabalho, certamente poderia fazer mais e melhor. Como mãe, sou uma eterna culpada. A última da minha filha é não se conformar em ter uma mãe que não tira 30 dias de férias, como as outras (?). O cinema, como sabem os amigos que tentam marcar algum programa, está semi-agendado, às sextas-feiras, o dia-que-a-babá-dorme, e só por isso funciona.
E o blog, ufa!, tem entrado na cota do prazer/terapia. Ao contrário do que muitos blogueiros descrevem, ainda não tive crises de falta de inspiração ou assunto, então não gasto tanto tempo assim escrevendo.
Ou seja, sou uma mulher normalíssima: culpada, estressada, três quilos acima do peso ideal, em falta com os amigos e com uma eterna lista de tarefas pendentes. E quando uma dessas mulheres poderosas diz que dá conta de tudo, tenho certeza que é mentira.
Publicado por Marta em 09 Ago 2007 | sob: Cotidiano
Sabe quando você vê uma pessoa e percebe, em segundos, que ela é do mal? Pois essa Denise Abreu, diretora da Anac, deu todas as bandeiras de quem era na primeira vez que apareceu na TV. Mas isso foi dez meses atrás, quando caiu o avião da Gol!
Quando a vi interferindo na coletiva daquele acidente, com uma frase mais infeliz do que a outra, pensei: “Essa aí vai para casa amanhã.” Grossa, prepotente e sem-noção eram os adjetivos mais amenos para a perua.
Mas como ela ainda está onde está? Não me venham com papo de como é difícil afastar uma diretora de agência reguladora e amiga do Zé Dirceu. Nesses casos, seja no governo ou na iniciativa privada, sempre se dá um jeito de tirar o sujeito de cena, arruma-se um cargo para ele “cair para cima” ou coisa parecida.
Realmente, nesse governo, faltou criar o tal do ministério-do-vai-dar-merda, sugerido pelo Chico Buarque…