Ninho vazio
A síndrome do ninho vazio foi “diagnosticada” nos Estados Unidos, onde os filhos adolescentes costumam sair de casa cedo, para morar em universidades distantes de suas cidades. De um dia para o outro, a casa fica silenciosa e os mesmos pais que reclamavam dia e noite da confusão caem em depressão, sentindo-se velhos e inúteis.
Por aqui, isso só acontece bem mais tarde. Os filhos vão à faculdade de carro, formam-se e continuam contando com todas as mordomias de morar com os pais – porque ainda não se sustentam sozinhos, porque não querem ser tão independentes assim ou porque os pais os estimulam veladamente a ficar um pouquinho mais.
Mas tenho amigas, separadas dos pais de seus filhos, que vivem a experiência muito antes. O filho ainda pequeno passa um fim de semana inteiro na casa do pai, e nas férias esse período pode chegar a 10, 15 dias! Eu ficava com uma pontinha de inveja – imagina poder ir ao cinema sem precisar combinar com babá ou avó.
Isso tudo para dizer que o meu ninho ficou vazio esta semana. Pela primeira vez, em sete anos. Na primeira noite, foi esquisito, um tanto triste. Mas bastou um telefonema para constatar o quanto a minha filha estava bem melhor lá, cercada dos primos e com o carinho da avó, do que desperdiçando suas férias comigo.
Uns testes como esse podem ser um bom treinamento, para eu não me tornar uma dessas mães que não deixam os filhos crescer…
Tudo muito bom, tudo muito bem, mas estou morrendo de saudades e lá vou eu para Búzios! Só volto com a filhota debaixo da asa, para preencher o ninho!
Agora vc imagina como me senti quando a minha filha Luísa foi morar com o pai…
Ela acaba de passar as férias comigo. Foi embora no sábado e no domingo já acordei com a síndrome do ninho vazio….
Comentário de Cris — 30 de Julho de 2007 @ 23:09